Com o Ciclo Emergentes, o TNDM II, em parceria com o Festival de Almada, proporciona um espaço de visibilidade a novas linguagens, novas dramaturgias e novos criadores. Este ciclo tem uma regularidade anual e espera-se que a sua qualidade suscite o interesse do público e do meio artístico. Esta é a 3.ª edição de uma iniciativa que pretende valorizar uma nova geração no teatro, numa lógica experimental e de vanguarda.
O Rossio, bem como o Largo de São Domingos ou as Portas de Santo Antão, é um verdadeiro melting pot, testemunho da heterogeneidade populacional da cidade. Mesmo ao lado do Teatro Nacional, um dos principais
lugares públicos de encontro da comunidade africana em Lisboa. Logo na esquina, uma loja chinesa explorada por uma família, uma das muitas que integram uma comunidade de vinte mil pessoas, chegadas a Portugal desde os anos 80. Junto às escadas da Estação de Metro do Rossio, conversam indianos e paquistaneses. Ao lado, a típica Ginjinha, paragem obrigatória para todos os turistas que visitam Lisboa e fotografam panoramicamente a praça.
É uma Lisboa diversa, dialógica, palco de um processo contínuo e inacabado de confronto e contaminação. Ao pensarmos numa proposta para este Ciclo Emergentes, imediatamente tentámos equacionar a relação entre o Teatro Nacional D. Maria II (a instituição, a prática e o público) e as realidades tangentes. No limite do possível, voltar a espreitar, das varandas do Nacional, esse reconhecido Outro, tão exótico como estranho, tão proveitoso quanto perturbador. Podemos falar sobre isto?
Teatro Meia Volta e depois à esquerda quando eu disser
Co-criação e espaço cénico Alfredo Martins, Bernardo de Almeida, Cláudia Gaiolas, Ivo Serra, Luís Godinho, Margarida Carvalho
Vídeo Ivo Serra
Produção executiva Meninos Exemplares
Link to this comment:
All Comments (0)