Com pés na lama do 17, partimos da Alameda com passo firme e palavras sinceras. A pular as bandeiras azuis, brancas e vermelhas; ouro, verde e vermelho; estrela, fouce e martelo, pois na Galiza em galego. Face nós abriram-se os 3000 guarda-chuvas que cobriam como um homogéneo mosaico as ruas. As faixas faziam-se ver, a seleccionar as diferentes frentes nacionalistas, e os ovos de tintas laranjas reclamavam nos expositores das lojas capitalistas a nossa fala nativa. Homens e mulheres, moços e moças, mestres e alunos, tomaram as ruas de pedra com a verdade no bico, musicada com som de gaita e pandeireta. Também lá estivo o homem do trage de apicultor quem mais umha vez saiu das folhas de Orixe por umha causa justa, saiu a luitar em defesa dumha cultura perseguida, a galega. Este dia falou Galiza por boca de Compostela.
Ei, Xabier, com isso de "eu nom tenho nada a ver com esta gente" referias-te a quê? ;))
nunestojo 2 years ago