Tripalium
(Rodrigo Cristo)
Quem já nasceu morto, precisa de um cigarro,
Eu tô vendendo um trago pra pensar assim, mais claro,
já fazem milhões de dias,
Já faz alguns anos
Que estou comprometido com o mais vil dos enganos
Passam os dias,
Caem as paginas dos meses,
Queimando vidas de cem anos
de solidão no mais vil dos enganos
Ganhando o pão...
Tripalium
Tripalium, não!
Me deram um papel para que eu pudesse existir
E controlam minha vontade de pensar ou de sentir
Ganho angustia de comer para viver,
E comprar para comer,
E escravizar-me pra comprar o que nunca há de me pertencer
Mas eu não!
Eu sou só vadio poeta,
Não sou letra analfabeta
Oferta e procura, (Tripalium!)
Foice e o martelo, (Tripalium!)
Todos te querem no prego (Tripalium, não!)
For-tuna (Tripalium!)
Pós-tortura (Tripalium!)
E todos te querem no prego (Tripalium, não!)
Oferta e procura, (Tripalium!)
Foice e o martelo, (Tripalium!)
Todos te querem no prego (Tripalium, não!)
For-tuna (Tripalium!)
Pós-tortura (Tripalium!)
E todos te querem no prego (Tripalium, não!)
Oferta e procura, (Tripalium!)
Foice e o martelo, (Tripalium!)
Todos te querem no prego (Tripalium, não!)
For-tuna (Tripalium!)
Pós-tortura(Tripalium!)
E todos te querem no prego (Tripalium, não!).
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