O estereótipo do típico malandro brasileiro surgiu na primeira metade do século XX. Carregado de um certo romantismo, foi principalmente imortalizado pelas letras de samba. De acordo com este estereótipo, o malandro é carioca e habita os guetos; veste chapéu panamá e calça sapatos de cores branco e preta. Usa camisa preta com listras brancas (é sua identidade) calças brancas detalhes vermelhos ou regata listrada, leva sempre uma navalha no bolso do paletó (e vai pra barão de Mauá). É boêmio, vive de pequenos golpes, aprecia rodas de samba e não acredita no trabalho como um modo de vida confiável; no entanto, é sensível e sentimental, além de galante, cavalheiro e um amante invejável.
Obviamente, não existe uma "teoria da malandragem" que sustente e justifique ideologicamente esse comportamento típico. A postura, atitude e cotidiano do malandro é retratado principalmente pelas artes. O samba "Lenço no Pescoço", escrito por Wilson Batista e gravado por Sílvio Caldas em 1933, tornou-se um "hino" da "malandragem brasileira". Suas estrofes descrevem com precisão o modo de vida de um típico malandro:"Meu chapéu do lado / Tamanco arrastando / Lenço no pescoço / Navalha no bolso / Eu passo gingando / Provoco e desafio / Eu tenho orgulho / Em ser tão vadio. / Sei que eles falam / Deste meu proceder / Eu vejo quem trabalha / Andar no miserê / Eu sou vadio / Porque tive inclinação / Eu me lembro, era criança / Tirava samba-canção".
O jeito de ser e vestir do malandros, como estereótipos, também bebe na fonte do personagem folclórico Zé Pelintra, personalidade emblemática da Umbanda e, posteriormente, do Catimbó. Zé Pelintra seria um boêmio de modos selvagens em suas lides, mas de coração bom e prestimoso, sendo, inclusive, considerado "padrinho dos pobres". A mais marcante diferença entre o estereótipo do malandro e a representação de Zé Pelintra é que este último veste-se em caxemira e gravata vermelha, enquanto que o malandro típico prefere camisas listradas, sem gravata.
A imagem do malandro contrapõe-se à do caxias (indivíduos observadores das normas, leis e bons costumes). No imaginário popular brasileiro, diz-se frequentemente que os malandros exercem maior atração nas pessoas, inclusive sendo mais bem sucedidos em suas relações amorosas.
Um exemplo literário do convívio entre ambos os extremos pode ser encontrado na obra "Dona Flor e Seus Dois Maridos", escrita por Jorge Amado. Nesta, a protagonista da história, dona Flor, vê-se viúva de seu primeiro marido, um típico malandro chamado Vadinho; tempos depois, casa-se com Teodoro, um típico caxias (fiel, pontual, dedicado). Vadinho retorna em espírito ao mundo dos vivos, forçando dona Flor a manter um triângulo amoroso entre Teodoro e seu ex-marido.
Malandro (¡Malandrin, en español?), hermosa pieza musical, me gusto mucho, es muy alegre.
Gracias y Felicidades.
selenriz87 1 year ago 5
me encanta brazil ,pero no me gustaria toparme con este tipo de personajes en brasil
MrLEOROMEO 1 year ago 2