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no Vácuo da Saudade

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Uploaded by on Dec 13, 2011

" A saudade é uma dor cultivada pelo Tempo no campo da Distância
Desabrocha flores de esperança que exalam um perfume de utopias e sonhos
Suas raízes cavam tão profundo a carcaça da alma que se faz implorar pela importância de um sentido
Quando já insuportável, de sua lenha emoldura-se um quadro a ser pregado pelas próprias farpas na parede da memória.
Mas no solo da paixão, o tempo semeia dessa mesma dor algo que sempre será latente
Germina solitária e cruelmente florece em botões de espinhos encobertos por delicadas pétalas.
Naquele chão que a nutre, em traição se conflita pelo desejo de ser amada novamente pelo Tempo que a semeou
Porém, apartada na distância se vê contente num quadro, refletindo o falso ideal, ocultando o amor eterno pela memória,
fingindo um amor eterno pelo reflexo que não se adere, pois somente as marcas naquela moldura expressam a real vontade omitida
Verdade escondida que preserva a tela de uma possível epifania catártica sobre os pincéis da manipulação,
que esboçam em passatempo o conhecimento de sua função e impregna o mesmo perfume de utopias e sonhos
dissolvidos em tintas da mentira para encobertar o real.
Usa o falso brilhante na cor de se expressar para aquilo que o Tempo levou
delineado em um grito seco, rabiscado em um ode a saudade ambigua.
A catarse sobre imagem é redimensionada pela trama de fios de sensatez da tela, que sugou toda a cor
E assim se observa dançando acompanhada de seu próprio reflexo no Vácuo, sem Distância, sem Tempo,
apenas com as lembranças que a Crueldade a presenteou em tortura eterna pela maldade da ambivalência de sua saudade.
Saudade que habita onde o Céu e a Terra se circunferem e mesmo assim não se contenta por não conseguir tocar o horizonte." Élider DiPaula

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