Vai e Vem (2003)
Director: João César Monteiro
Um filme a que associamos, inevitavelmente, uma dimensão testamentária — de facto, João César Monteiro (1939-2003) concluíu-o poucos meses antes de falecer e, mesmo que a sua nova personagem (`João Vuvu`) não seja uma projecção autobiográfica, será difícil não ver na sua aproximação da morte um eco da condição então vivida pelo próprio realizador/actor. Uma coisa é certa: o mais forte do filme provém desse olhar com a morte que percorre todas as peripécias de «Vai e Vem», afinal uma espécie de deambulação sarcástica por um certo quotidiano e pela decomposição das suas crenças e valores.
Confirmando uma lógica de exposição (pessoal) e irrisão (dos outros) que vem desde «Recordações da Casa Amarela» (1989), César Monteiro persiste, aqui, num estilo de observação cáustica das relações humanas que parece dispensar qualquer relação com qualquer espectador — seja ela de sedução, de desafio ou mesmo de pura agressão. Em termos muito simples, este é um filme de um cineasta obsessivamente coerente e, goste-se muito ou pouco, uma das vozes mais originais do cinema português das últimas três décadas.
João César Monteiro's body may have grown weak in his last years, but it seems only to have sharpened his erotic imagination: Pent-up fantasies pour forth with shocking, sly force in this, his last film. Stretching nearly three hours, and mainly composed of static, center-focused shots that glow with natural-seeming light, Come and Go alternates what might be thought of as an elderly widower's daily routine -- bus rides, long stretches in the park -- with scandalously forthright sexual monologues, exchanged with a series of women Monteiro is ostensibly interviewing for a cleaning lady's position. At last, long-take aficionados have their Marquis de Sade
Vénia a este Grd NOME
alphasleevin 1 year ago
Magnífico, o melhor realizador de sempre...
Até sempre João
andrecaieta 2 years ago
Talvez, João...
Talvez.
nunofgouveia1 2 years ago