Somos da água a terra,
a água da terra,
Somos a terra d´água.
A salvação.
Somos os derradeiros espasmos
das verdadeiras encarnações.
Somos a tromba da manhã escura
e as trompas da rebentação.
O ferro intenso das muralhas mais agudas, mais astutas e mais sinceras,
o esconderijo de toda ilusão.
Somos tudo,
o todo instante aqui presente
em mutação,
a migalha da emoção tão mais
ardente no depósito da vasta
imensidão de sons,
os arpejos doces passos,
o nascente, a linha, a curva,
a curvilínea inspiração,
os tantos pássaros no céu
em comunhão e em harmonia.
A perfeição.
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