_oitava banda
O Blush ainda mais azul
Por Mikhail Favalessa
Video: Tiago Baggio
Volume Comunicação
Está comprovado. O Acre tem mesmo uma sensibilidade atípica que somente as bandas vindas daquela região ao mesmo tempo tão distante geograficamente e tão próxima ideologicamente têm. As meninas e o menino do Blush Azul trouxeram pra cá um rock'n'roll pop e melodioso cheio de momentos intimistas e levadas deliciosas. Quanto ao fato de Victor Melo (guitarrista) ser o único homem na banda, as garotas explicam que a idéia inicial era ser uma banda somente de garotas, mas depois de testar Victor na formação não tiveram como deixá-lo de fora, e então o blush se tornou azul.
Em relação à sensibilidade citada no início deste texto, existe uma teoria dos locais da capital acreana: Por estarem tão distantes geograficamente, os acreanos podem observar melhor o resto do país, e assim imprimirem nas músicas a fusão de tudo o que acontece Brasil a fora, deixando as músicas contextualizadas, seja em Cuiabá, Rio Branco ou Porto Alegre. Realmente faz sentido.
O Blush Azul lançou em seus quase dois anos de existência duas demos, uma com três canções e outra, esta sendo a mais recente, com duas (inclusive pode-se encontra-la na banca da Volume Distribuição). Pretendem gravar ainda este ano um disco cheio, que só ainda não saiu porque a banda tentou o apoio da Secretaria de Cultura do Acre através de seu edital, mas não conseguiu ter o projeto aprovado. Neste ano, tentarão de novo. Boa sorte às garotas e ao garoto.
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