O Jornal da Globo visitou o George Washington, o poderoso porta-aviões da Marinha americana.
Pousar num porta-aviões exige controle das emoções. Vista pelos olhos do piloto americano, a pista é pequena. Dentro do avião de transporte da Marinha americana, muita gente confiante em que tudo dará certo. A falta de janelas talvez ajude a conter o medo: não se sente o que não se vê.
Até o avião tocar na pista, bater seria a melhor palavra. E ali fica, seguro por um cabo de aço. O George Washington está em águas territoriais brasileiras para participar de exercícios com a as Marinhas do Brasil e da Argentina.
Nós o encontramos em alto mar, uns 300 quilômetros ao sul do Rio de Janeiro. É um monstro de 300 metros de comprimento, deslocando cem mil toneladas, construído ao custo de quinze bilhões de dólares, impulsionado por dois reatores nucleares.
Como o nome diz, é um aeroporto flutuante, de enorme complexidade devido a falta de espaço, que obriga os aviões a dobrarem as asas para se acomodar no convés de vôo, como é chamada a pista no porta-aviões.
Lá dentro é tudo muito apertado, estreito e sem janelas. Espaço generoso existe apenas para aviões. Cercados de cuidados da maior parte da tripulação. Os mais de quatro mil tripulantes dão uma boa idéia da população americana e sua forte proporção de imigrantes. Entre eles, também brasileiros. "Foi um privilégio eu ter entrado na Marinha e eu me sinto muito bem", conta um brasileiro.
Curiosamente, integrar as Forças Armadas de um outro país e passear de porta-aviões pela costa do Brasil não cria conflito de consciência. "Eu to em casa", diz outro brasileiro.
O trabalho dos dois é ajudar a coordenar os aviões no convés. São aviões transportados por navios que mudaram para sempre a história das guerras nos mares.
Um porta-aviões não é apenas uma pista de pouso e decolagem em cima de um navio. No caso do George Washington é a arma mais poderosa da Marinha mais forte do mundo, a Marinha americana. E quando uma arma dessas vem para o Atlântico Sul existe também uma mensagem política.
O comandante americano, almirante Philip Hart Cullom diz que se há uma mensagem política, ela é de união de países que são responsáveis pela segurança da região - Estados Unidos, Brasil e Argentina.
Pode ser que alguns políticos da América do Sul não gostem da presença militar americana na região, mas os brasileiros que participam das manobras aprovam. "É uma oportunidade interessante de compartilhar com as marinhas amigas as operações aéreas", diz um brasileiro.
A operação dos aviões no porta-aviões é uma demonstração de poderio bélico. Elas consistem essencialmente no lançamento de diversos tipos de máquinas de combate.
Os Super Hornet F18, que são bombardeiros e caças ao mesmo tempo. Os A-6, que levam a bordo um complexo sistema para confundir radares e rádios dos adversários.
Os F-18 convencionais, que dão a proteção aérea ao centro das manobras, o próprio porta-aviões. Os aviões não decolam, na linguagem de bordo eles são lançados. E não pousam, eles são recolhidos, capturados por cabos de aço que se enroscam no gancho na cauda.
Quando o cabo não engancha, o avião tem de continuar voando. Só a Marinha americana tem porta-aviões do tamanho e do poderio do George Washington, que já esteve em três guerras, incluindo a do Iraque. À América do Sul, veio a passeio.
A Russia nao esta com nada , a forca Americana e a maior do mundo comparada a sucata potencia Russia. Todos equipamentos americanos soa todos novos
m071477 3 years ago 4
Vaza seus lixo de americano tem nada pra vocês aqui não. tão perdidos?
MadeInBrasilON 1 year ago 3