Punho: Flexão/Extensão

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Uploaded by on Jun 8, 2010

"Eu fiquei preso na porta giratória de um banco. O vigia mandou eu tirar celular, chaves e todos os objetos do bolso. Mas a porta não abria. Mostrei meu braço para ele e disse. A placa está aqui dentro (mostra o punho esquerdo). Não tem como retirá-la. Ele riu e abriu a porta" - Goleiro Marcos do Palmeiras.

Apesar da posição de Goleiro ser a posição onde ocorre o menor número de lesões no futebol, o excesso de jogos e treinamentos colocam o atleta nos limites de ocorrência das lesões musculares e osteoarticulares (COHEN, et al, 1997).

Muitos atletas mesmo amadores, convivem com dores de punho que não apresentam nenhum achado radiológico ou mesmo tomográfico.

A determinação das causas da dor aguda ou crônica no punho do goleiro é um desafio, principalmente quando existe a suspeita de lesão ligamentar e o exame por imageamento é normal. Mesmo tendo em mente que estas lesões podem ser degenerativas ou parciais, as técnicas de imagem, isoladamente, são inadequadas para o seu diagnóstico.

Desta maneira o exame da mobilidade assume um papel fundamental na Avaliação da Função do Punho, sendo que a medição da Flexão/Extensão é uma das duas medidas necessárias para este fim.

Sem a necessidade de uma avaliação por comparação com perfis populacionais, a comparação com o punho contralateral permite uma análise precisa e objetiva de quaisquer alterações dos parâmetros analisados e reduções progressivas na mobilidade, ou mesmo baixos valores mantidos por prazos maiores que 30 dias, com ou sem dor são indicadores poderosos.

Indicadores estes que servem para a determinação de um futuro exame clínico e o diagnóstico diferencial determinando qual o melhor exame de imagem a ser utilizado para complementar este diagnóstico.


Segundo Palacio Candeloro e Lopes, em estudo realizado de 2003 a 2005, não há diferença entre o tempo total de afastamento dos atletas para reabilitação e a posição em que estes jogam. Alguns jogadores,como atacantes, zagueiros e meias, tendem a se contundir com maior freqüência quando comparados com os laterais e goleiros, porém, o tempo de convalescência é semelhante para todas as cinco posições de atuação.

E para termos uma idéia final do problema, até a classificação da articulação do punho é complexa!

O critério de base para a classificação morfológica das articulações sinoviais é a forma das superfícies articulares. Contudo, às vezes é difícil fazer esta correlação. Além disto, existem divergências entre anatomistas quanto não só a classificação de determinadas articulações, mas também quanto à denominação dos tipos.

De acordo com a nomenclatura anatômica e os tipos morfológicos de articulações sinoviais, a classificação do punho é condilar, cujas superfícies articulares são de forma elíptica e elipsóide o qual seria talvez um termo mais adequado. Sendo denominada finalmente articulação radio-cárpica.

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