As estâncias gaúchas são heranças dos tempos de prosperidade, mas também da resistência gaúcha defendendo suas fronteiras. O poema "Herança, de Aparicio Silva Rillo descreve muito bem o passado das estâncias gaúchas e da vida do gaúcho dos pampas a serra. "... Naqueles tempos, sim! Naqueles tempos os chefes eram chamados "coronéis". Ganhavam seus galões debaixo da fumaça em peleias à pata de cavalo, garruchas de um tiro só e espadas de bom aço. As mulheres plantavam flores e temperos pois tinham mesma valia o espírito e o corpo. Sabiam receitas de panelas fartas, faziam velas de sebo e tachadas de doce; e de graxas e cinzas inventavam sabão. Por isso um berro de boi nos toca tanto e tão profundamente. Por isso somos guardiãs de casas velhas, almas de sesmarias e de estâncias, paredes que suportam seus retratos ..."
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