A solidão deverá ser o mal do próximo século, já que as pessoas , além de ter se tornado cada vez mais exigentes na escolha de amigos e namorados, visando interesses particulares, não só financeiros, mas sempre materiais, há a desconfiança de que algum desconhecido possa ser ameaçador.
Outra coisa que dificulta a vida social é a mania que sobretudo o povo brasileiro tem de não aceitar as diferenças. Se alguém tem aparência, comportamento ou idéias que destoam a da imensa maioria (submissa a mídia e as regras de convívio social, que apesar de não serem escritas na Constituição, são tão rígidas quanto) ou do que essa maioria exige, é imediatamente afastado ou no mínimo, tratado como "estranho" ou "antipático".
Se a sociedade não rever seus valores, passando a exigir cada vez menos, a solidão vai se multiplicar feito epidemia, o que é nocivo para um ser que foi criado para ser social e viver sempre acompanhado.
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