Um filme de François Ozon que nos conta a história de Romain, um fotógrafo de moda bem sucedido, gay assumido, em que lhe é diagnosticado um cancro em fase terminal. Recusa-se a fazer quimio pois o tempo que lhe resta é muito pouco. Numa atitude algo egoísta não conta a ninguêm da sua doença excepto à sua avó. Quando ela lhe pergunta o porquê de só lhe contar a ela, ele diz "porque gostas de mim e não tardarás a morrer" (?). No caminho para a sua avó pára numa área de serviço e conhece uma empregada de café que lhe faz uma proposta... no mínimo estranha. Acaba por morrer sozinho sem dar uma oportunidade de despedida a quem gostava dele. Confesso que me incomodou um bocadinho este filme...
Ah: Jeanne Moreau com um pequeno papel mas o suficiente para nos encantar, "comme d'habitude"... E esta música de Emmanuel Moire "Si c'était ça la vie" veio mesmo a calhar... :-)
@lordbyro1
moocheth 2 months ago
Mon chèr
ele não é exatamente egoísta ou, digamos, não é somente. Aliás, a questão é se ele parece egoísta apenas qdo descobre a doença...
É este o gde trunfo do cinema europeu: Arrancar várias lições ali, concentradas em 1 átimo.
O "bem sucedido" é o produto de um mundo profissional que requer pessoas centradas (que preterem os laços familiares, até). T'aí a 1a crítica.
Por ter sido egoísta, ele se retrata, sim; Se despedindo de modo peculiar: valorando q jamais valorou. Somos a personagem.
lordbyro1 3 months ago