Dulce Pontes - Fado Português
O fado nasceu um dia,
Quando o vento mal bulia
E o céu o mar prolongava,
Na amurada de um veleiro,
No peito de um marinheiro
Que estando triste, cantava,
Que estando triste, cantava.
Ai, que lindeza tamanha,
Meu chão, meu monte, meu vale,
De folhas, flores, frutas de oiro,
Vê se vês terras de Espanha,
Areias de Portugal,
Olhar ceguinho de choro.
Na boca de um marinheiro
No frágil barco veleiro,
Cantando a canção magoada,
Diz o pungir dos desejos
Do lábio a queimar de beijos
Que beija o ar e mais nada,
Que beija o ar e mais nada.
Mãe, adeus. Adeus, Maria.
Guarda bem o teu sentido
Que aqui te faço uma jura:
Que eu te leve à sacristia,
Ou foi Deus que foi servido
Dai-me no mar sepultura.
Ora eis que embora outro dia,
Quando o vento nem bulia
E o céu o mar prolongava,
À proa de outro veleiro
Velava outro marinheiro
Que estando triste, cantava,
Que estando triste, cantava.
Ai, que lindeza tamanha,
Meu chão, meu monte, meu vale,
De folhas, flores, frutas de oiro,
Vê se vês terras de Espanha,
Areias de Portugal,
Olhar ceguinho de choro.
Ai, que lindeza tamanha,
Meu chão, meu monte, meu vale,
De folhas, flores, frutas de oiro,
Vê se vês terras de Espanha,
Areias de Portugal,
Olhar ceguinho de choro.
Again and again... wonderful. Obrigada.
SusiKamikatze 3 months ago
ótima musica !no meu eu postei uma do madredeus!grande abraço do Brasil!
das242 4 months ago
Nice.
Aritul 1 year ago