Não podemos falar de Paolo Uccello sem mencionarmos duas figuras decisivas na sua carreira artística. Em primeiro lugar, Bruneleschi: célebre arquitecto da Florença do Quattrocento, ele é o projectista da famosa cúpula da Igreja Santa Maria dei Fiori. Seu grande mérito foi retomar, em bases matemáticas, a perspectiva linear conhecida dos gregos e romanos. E ele aplicou-a nos seus projectos arquitectónicos, como pode ser visto nos croquis que desenhou da Igreja do Espírito Santo. Restabeleceu ainda o conceito de ponto de fuga e a relação entre a distância e a redução do tamanho dos objectos. Na verdade, segundo os princípios ópticos e geométricos enunciados por Bruneleschi, os artistas da época puderam reproduzir, em superfície, objectos tridimensionais, com surpreendente verosimilhança.
A outra figura é Masaccio, que na Trindade Sagrada, produzida para a Igreja de Santa Maria Novella, em Florença, sistematizou o uso da perspectiva linear em pintura. Vindo pouco depois, Paolo Uccello submeteu toda sua pintura às regras da perspectiva. Era obcecado por ela e passava horas para entender o ponto de fuga e em dar às suas pinturas uma sensação de profundidade que fugia da mera narração de histórias bidimensionais.
Em 1452, Florença vence uma batalha contra Siena e Milão. A guerra é retratada por Paolo Uccello em A Batalha de San Romano. São três quadros em três momentos: a manhã, o meio-dia e a tarde. Cada parte dessa obra única está em um museu distinto Uffizi, de Florença (Itália); Louvre, de Paris (França); e National Gallery, de Londres (Inglaterra).
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