Telenovela: Roque Santeiro
Autoria: Dias Gomes
Co-autoria: Aguinaldo Silva
Colaboração: Marcílio Moraes e Joaquim Assis
Supervisão: Daniel Filho
Direção: Paulo Ubiratan, Jayme Monjardim, Gonzaga Blota e Marcos Paulo
Direção geral: Paulo Ubiratan
Exibição: 24/06/1985 -- 22/02/1986
Trama/ Personagens:
- A trama de Roque Santeiro é desenvolvida como sátira à existência dos mitos, a necessidade de mantê-los e a fonte de renda que podem representar, sobretudo numa pequena cidade.
- A história se passa na fictícia Asa Branca, um retrato do Brasil, com suas vantagens e mazelas. Asa Branca vive em função de um falso mito: o milagreiro Roque Santeiro (José Wilker), que teria morrido como mártir defendendo a cidade do bandido Navalhada (Oswaldo Loureiro).
- Após 17 anos, o falso santo reaparece em carne e osso, causando desespero às autoridades locais de Asa Branca, já que o fim do mito significaria a morte da cidade. As autoridades se dividem entre os que defendem que a verdade deve ser revelada e os que querem manter o falso milagre, pois precisam dele para sobreviver. Entre os que se sentem ameaçados com a volta de Roque estão o padre Hipólito (Paulo Gracindo), o prefeito Florindo Abelha (Ary Fontoura) e o comerciante Zé das Medalhas (Armando Bogus), principal explorador da imagem do santo. Quem também se vê ameaçado com o aparecimento de Roque é o poderoso fazendeiro da região, Sinhozinho Malta (Lima Duarte), pois pressente que sua relação com a pretensa "viúva" Porcina (Regina Duarte) corre perigo.
- Liderando o grupo que deseja revelar a verdade ao povo de Asa Branca está padre Albano (Claudio Cavalcanti). Ele faz o contraponto com o padre Hipólito e é chamado de "padre comunista". Através do personagem, a novela abordou um tema em voga na época, a divisão da Igreja Católica entre tradicionalistas e adeptos da teologia da libertação. Progressista, padre Albano luta a favor dos trabalhadores de Asa Branca e faz de tudo para revelar que o mito de Roque não passa de uma farsa. Em determinado momento da trama, ele tem um envolvimento com a filha de Sinhozinho Malta, Tânia (Lídia Brondi), uma jovem contestadora que está em permanente atrito com o pai. Após muitas dúvidas, padre Albano acaba resistindo aos encantos da jovem e termina a novela sozinho: "Sem a Igreja, sou como um soldado sem Exército", diz à Tânia, explicando sua decisão.
Explicou através da questão dele sobre a novela todo o erro da chamada Teologia da Libertação (do Diabo), que é tenar reformar a estrutura, doutrina ou disciplina da Santa Amada Igreja Católica.
leo74790 1 month ago
que saudades que eu tenho dessa novela.
claudio cavalcanti é um bom ator.
pablowestern 3 months ago
@BESOURO80 nem os atores mais experientes não dão espaço ! é uma lastima !
honeydeise 7 months ago
ator sensacional..pena que anda tão sumido...
BESOURO80 1 year ago