Como a mídia manipula a opinião pública para manter sua ditadura

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Uploaded by on Dec 14, 2011

Este documentário traz a prova definitiva de como a mídia corporativa brasileira trabalha a notícia não para informar, mas sim para contaminar a opinião do telespectador, moldando-a de acordo com os interesses da poderosa oligarquia midiática.

Trata-se, pois, de uma pequena amostra para que todos tenham uma noção de como os grandes conglomerados de comunicação atuam, há décadas, de modo a manter uma verdadeira ditadura da informação no Brasil. Tal poder acaba sobrepujando, pois, o "simples" mercantilismo nas comunicações para interpenetrar no Poder propriamente dito, quando a oligarquia (isto em pleno século XXI), com a já conhecida manipulação da opinião pública, praticamente define o que deverá ser decidido no Executivo, no Legislativo e no Judiciário.

Contexto Histórico

Para você entender o que está exposto no vídeo, é conveniente que analisemos o contexto histórico...

Com o fim da ditadura, abriu-se no Brasil o campo para as rádios comunitárias -- até como um contraponto àquilo que foi o dínamo da ditadura, ou seja, os grandes veículos de comunicação. Pois as rádios comunitárias -- normalmente instaladas nas comunidades mais carentes -- surgiam como a genuína voz do povo, que assim podia extravasar suas emoções, seus anseios e suas necessidades. A democracia, enfim, começava a florescer na sua forma mais genuína através dos pequenos veículos de comunicação. Assim, em vez de a opinião pública sofrer as "afetações" de cima para baixo, ela passou a te luz própria até inverter esse processo. Assim, longe do domínio das grandes corporações midiáticas, cada comunidade passou a ter voz própria para, por exemplo, exigir dos políticos uma benfeitoria para o bairro. Sem contar, claro, com o lado cultural... Livres de tudo aquilo que era ditado pelo milionário mercado fonográfico, as rádios comunitárias tocavam o que o povo queria ouvir -- e não aquilo que o dono da mídia queria que ele ouvisse.

Mas foi daí que os pequenos radialistas começaram a enxergar a verdadeira face daquela oligarquia que hipocritamente prega a "liberdade de imprensa". Representada pela poderosa ABERT -- Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão --, a oligarquia passou a exercer uma pressão enorme não apenas estancar a proliferação de rádios comunitárias, mas principalmente para combatê-las. E isto foi feito de forma impiedosa com a cumplicidade da ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações).

A campanha torpe contra as rádios comunitárias

Ainda que as pequenas rádios funcionem no Brasil de maneira precária, a grande mídia tem feito uma campanha pesada contra as "concorrentes", levando à opinião pública uma deliberada confusão entre "rádio pirata" e "rádio comunitária". A última campanha foi uma das mais sórdidas, ou seja, a mídia se aproveitou das então recentes notícias dos desastres aéreos ocorridos no Brasil para imputar às "rádios piratas" a responsabilidade pelos mesmos. Então começaram a chover na mídia falada e escrita vários ataques contra as "rádios piratas", para fazer a opinião pública acreditar que os responsáveis pelas mesmas são criminosos que podem derrubar um avião por causa das interferências na comunicação piloto-torre. Acharam, pois, uma ótima bandeira para combater a "concorrência desleal". Ressalte-se que, quando a mídia fala em "rádio pirata", no fundo o alvo são as rádios comunitárias.

Eis um trecho extraído da Wikipedia -- na definição de "Radiodifusão Livre":

No âmbito brasileiro é comum a existência de verdadeiras campanhas de demonização das rádios livres e comunitárias, geralmente patrocinadas por meios de comunicação corporativos e comerciais que têm interesse na manutenção da escassez de concessões e licenças para operação. Os argumentos geralmente empregados por estas entidades buscam vincular este tipo de rádio à quedas de aviões e ao crime organizado numa clara tentativa de criminalizá-las para além de sua situação de ilegalidade. No entanto, tais argumentos não estão fundamentados em nenhum tipo de pesquisa tecno-científica que até o momento é inexistente.

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All Comments (34)

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  • Vão todos assistir à Rede Brasil. Para não cair em tentação, bota durex no controle remoto.

  • @gabrielrmoraes

    Aí vc pede pra gente colocar as meias na janela e esperar o bom velhinho!

  • @gabrielrmoraes ,

    E você é filho do Marinho , Abravanel......ou quem mais?!!

  • Esse documentário é o tipo de material sensacionalista criado por intelectualódes de esquerda metidos a revolucionários e com síndrome de perseguição.

  • Não estou dizendo que a globo é perfeita (evidente que não é) mas é uma grande burrice defender a bandeira contra a globo, enquanto outras emissoras cometem crimes bem piores, como por exemplo a Record, que aparentemente só foi comprada pelo bispo macedo para lavar o dinheiro da Igreja Universal.

  • Assim como a matéria da globo foi conduzida de modo errado, acho que esse documentário também foi. focar todo o ódio na globo é uma grande burrice. a globo não é o demônio, pois a globo não é a única que manipula. Nenhuma emissora com fins lucrativos é santa, e existem emissoras bem mais imorais e ilegais que a da família Marinho.

  • O fato é que, mesmo que essa rádio seja legalizada, tenha boas intenções e não tenha fins lucrativos, ela estava interferindo na comunicação do aeroporto. Nesse caso, sendo legalizada ou não, ela deve ser interditada, pois ficou evidente o risco de acontecer acidentes. Não sei se a rádio da reportagem da globo é uma radio comunitária legalizada ou não, mas o fato é que a globo exagerou muito na matéria.

  • Existem regras para montar radio comunitárias. Existem espaços no dial reservados pela anatel para rádios comunitárias legais. radio comunitária não é sinônimo de radio pirata e radio comunitária não é sinônimo de rádio ilegal. as rádios comunitária registradas na anatel que seguem as normas definidas para rádios comunitárias não interferem em pousos e decolagens.

  • @MrBimgbl Não entendi sua citação. Eu já tinha visto o video e entendi que "QUALQUER Rádio pirata ou não interfere" logo citar "Rádio pirata derruba avião" é ridiculo. Na frase abaixo que cito 3 pessoas morreram é sobre quem clico em não gostei... Volto a formular não entendi o que você quis ensinuar.

  • @tonnytg

    13:44 e 14:14 são trexos bem interessantes do video veja e entenda

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