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Na Escola da Beata Alexandrina

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Uploaded by on May 30, 2011

Momento de Reflexão
Irmãos e Irmãs, hoje entremos:
NA ESCOLA DA EUCARISTIA DA BEATA Alexandrina de Balasar
Nasceu no dia 30 de Março em Balasar, no norte de Portugal, no ano 1904.
No Sábado Santo, salta de uma janela (3,35 m.)
para salvar a sua pureza, fugindo de três homens mal-intencionados,
penetrados na casa dela com violência.
Por causa disso, ela ficará doente com paralisia progressiva durante seis anos
e no dia 14 de Abril do ano 1925 começará a ficar acamada até a morte.
No dia 3 de Outubro experimenta pela primeira vez a Paixão de Cristo no seu próprio corpo.
Desde menina, a Alexandrina teve pela Eucaristia uma devoção notável.
Certamente, já ouvimos falar da sua primeira Comunhão
e da sua oração nos primeiros anos e das deliciosas preces
que, com Maria Santíssima, dirigia a Jesus Sacramentado.
Aos dezanove anos acamou para não mais se levantar.
Referem-se a essa época estas palavras:
«Tinha muitas saudades de Jesus da nossa igreja;
e quando havia festas do Sagrado Coração de Jesus e missas cantadas,
eu chorava amargamente».
Lá mesmo da cama, «cantava o Tantum ergo,
como se estivesse na igreja e fosse receber a bênção de Nosso Senhor.
Como não tinha Santíssimo Sacramento em casa....,
pedia a Nosso Senhor que me desse a bênção do Céu e de todos os Sacrários».
Pertencia à pia Obra das Marias dos Sacrários — Calvários,
por isso gozava do indulto de Missa em casa, quando impedida por doença de ir à igreja.
Grande foi o seu júbilo, quando, dada a aquiescência do Prelado arquidiocesano,
pôde, a 20 de Novembro de 1933, assistir à santa Missa a que já há tantos anos não assistia.
Daí por diante tinha mensalmente essa consolação.
Amaríssima se tornou quando ela a época em que, mudado o Pároco,
deixou de comungar todos os dias.
Declara a propósito, a 27.9.1934:
«Com grande mágoa e saudade lhe digo que ainda não tornei a receber a Nosso Senhor.
Se eu pudesse pagar e me trouxessem Nosso Senhor por dinheiro,
quanto não daria eu! Mas paciência.
Tenho feito muitas comunhões espirituais com o maior fervor
que tenho podido e Nosso Senhor vai-me dando a recompensa».
Irmãos e irmãs, que grande exemplo para nós!
Quando não podemos comungar sacramentalmente a Alexandrina, fazia Comunhões Espirituais!




- A 26.10.1934, expressa de novo a mesma pena:
«Ainda não tornei a receber o meu querido Jesus desde o dia 13;
ai, meu Deus, que pena que tenho! Peça muito a Nosso Senhor que,
por sua infinita misericórdia, Se digne dar algum meio a isto».
Só passado talvez mais de um ano é que as coisas mudaram.
Por isso, a 6.6.1935, exclama:
«Eu continuo muito doentinha;
mas tenho tido a consolação de receber Nosso Senhor todos os dias.
Isto só por um milagre do Céu, pois o Sr. Abade nunca me fez tal...»
- A 4 do mês seguinte Jesus convida-a muito para os Seus Sacrários
«Tenho recebido todos os dias o meu amado Jesus;
apesar de não ouvir sempre a sua divina voz,
oh, como eu me sinto bem com a divina presença sacramental em mim!
Que paz eu sinto na minha pobre alma!
Como sinto desejos de O amar sempre e cada vez mais!»
A confirmar e intensificar este amor à Eucaristia que o divino Espírito Santo
nela despertou desde menina, vem agora o Mestre divino, vezes inúmeras,
a repetir que a Escola onde a quer ininterruptamente é nos Sacrários.
Já a 27.9.1934, escreve ela ao director espiritual:
«Nosso Senhor não cessa de me pedir as coisas que lhe tenho dito.
Convida-me muito para os Sacrários:
— Anda, minha filha, entristecer-te comigo,
participar da minha prisão de amor e reparar tanto abandono e esquecimento.
Manda dizer ao teu Pai Espiritual que quero que seja pregada a devoção aos Sacrários, muito, mas muito».
- A 15.10.1934, de novo:
«Anda para a minha escola, aprende com o teu Jesus o amor ao silêncio,
a humildade, a obediência e o abandono. Anda para os meus Sacrários:
estou sozinho, tão ofendido, tão desprezado e tão pouco visitado!
Anda, prostrar-te diante de Mim, pede-Me perdão pelo teu desânimo e pela tua desconfiança».
«Alerta nos meus Sacrários! Estou sozinho em tantos, tantos!
Passam-se dias e dias que Me não visitam e não Me amam e não Me desagravam!» (28.10.1934).
- No dia 1.11.1934, escreve:
«Outra ocasião disse-me o meu Jesus:
— Minha filha, minha querida, ó minha amada: estou contigo; amo-te tanto!
E pediu-me que O amasse também muito; mas que não queria só o meu amor;
que fizesse com que outros O amassem também.
Pediu-me que fixasse a minha morada nos seus Sacrários;
que queria muitas guardas fiéis prostradas diante dos Sacrários,
para que não deixassem lá cair tantos e tantos crimes;
que ao menos eu O amasse e reparasse.
...

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