http://asuindara.blogspot.com/2011/05/carne-vale.html
Caiu de patas sobre o chão,
Joelhos no milho de fazer pipoca!
Gritou pro demo uma história sem dentes,
Cuspiu no tempo um resquício azarento,
Era o diabo largado num vestido ching-ling!
E de vassoura voando e espalhando besouros beatos!
Eu vi a bruxa absurda de lábios pintados
E o seu caldeirão e cachimbo alastrados de corjas!
E deu-se o seu trunfo impertinente!
Jogando buraco e escondendo canastras na mão!
Pintou-se o diabo em verniz vitral da Sistina,
Fez-se de santo e vitimou-se ao fim do jogo!
Desceu um tubo montila com limão.
Embriagou-se e meteu o rabo entre as pernas...
Dormiu, sonhou barbado que estava na saia da bruxa,
Atolado até os sete mil chifres e demais esporões...
Acordou ressaquiado , tomou um caldo de ova de peixe...
Mirou o salto lascando bem no tronco...
Levantou, andou 3, 4 passos,
Virou a rua e se atracou sem perguntar,
Com o primeiro frade moço...
Cantou, contou, sem mais delongas e lançou:
"_Deus abençoe, eu também fui o sacristão!
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