Canção inserida no seu disco "La poesie Portugaise de nos jours et de toujours " vol 1 de 1967.
Mais um poema maravilhoso de João Apolinário.
Recuso-me a ficar amolecido
Tragicamente cilindrado
E muito antes de lutar - vencido
E muito antes de morrer - violado.
Recuso-me ao silêncio e à mordaça
Serei independente, livre e exacto
A verdade é uma força que ultrapassa
A própria dimensão em que combato.
Recuso-me a servir a violência
Embora a minha voz de nada valha
Mas que me fique ao menos a consciência
De que tentei romper esta muralha.
Recuso-me a ter medo e a estiolar
Na concha dos poetas sem mensagem
Que me levem o corpo e a coragem
Mas que me fique esta voz para cantar.
Para saber mais sobre Luis Cilia aceda a www.luiscilia.com.
Cada vez é mais necessária a coragem de dizer «Recuso-me»!
nfcardoso1 1 month ago
Continua o mesmo sentimento!!!!
fatinhapacheco56 1 year ago