Delírio afirmativo.
Tiro os teus olhos dos bolsos do pensamento,
Olho fundo sem receios os teus sinais
E não mais a saudade lacrimosa
Cobre o meu tempo de espera.
O coração, mapa para os loucos,
Ensina o presente dos dedos unidos,
Já não há distância
Só a alegria do sorriso amante.
Faz frio.
De mansinho imagino-te calor
E cobres o meu corpo com a tua fome
- encaixe aos meus desejos.
Amanhã recomeçamos,
Reinventamos, recriamos, reconstruímos.
Metade voa, outra caminha, a terceira ama...
Tudo o que era é era de antes.
Guardo teus olhos - telepáticos - junto à paixão,
Beijo-te de leve as mãos e morro/renasço.
Fecho as cortinas... estás dentro de mim
(Tão junto que dói não sonhar).
Eliane Alcântara.
e lindo a sua poesia elaine beijos carl
blue3377 3 years ago