O papel das florestas na vida das populações sempre foi compreendido. No entanto, somente nas últimas décadas é que as influências florestais sobre o clima, ar, água, solo, saúde e aspectos psicológicos dos homens ganharam sua real importância, porque começaram a aparecer conseqüências negativas na qualidade de vida.
O aumento da população, aliado às mudanças do ambiente imposto pelo homem, exerce grandes pressões sobre a atmosfera, ocasionando diferentes impactos sobre o ar e também sobre a natureza, especialmente sobre os recursos florestais que proporcionam múltiplas utilizações para o homem.
A destruição da vegetação, especialmente das florestas, causou problemas sérios para o equilíbrio da biosfera, como erosão eólica, hídrica, degeneração do solo e muita poluição do ar. Por isso, é necessário restabelecer a cobertura vegetal para retomar o equilíbrio e a produtividade dos ecossistemas e diminuir a poluição do ar.
A participação das florestas de coníferas e folhosas na contenção dos poluentes que se encontram acumulados no ar acontece de forma expressiva, uma vez que elas atuam diretamente, absorvendo e armazenando nas suas folhas 32 a 80 toneladas por hectare por ano de poeira, que é posteriormente conduzida ao solo pela ação das chuvas.
Também a poluição sonora pode ser atenuada pelas florestas. Quando bem manejadas, bem estruturadas e possuindo 50 metros de largura, reduzem de 30 a 50 decibéis os barulhos e ruídos causados pelos processos mecânicos gerenciados pelas atividades do homem.
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