6ª Marcha do Orgulho LGBT no Porto

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Uploaded by on Jul 12, 2011

Foi este sábado que a Invicta foi invadida de cor, som e, reivindicação.

Treze estruturas organizaram, convidaram mais cinco e todos juntos invadiram as ruas do Porto entre a Praça da República e a Praça D. João I.

Ás 15:00 já se encontravam algumas dezenas de pessoas nos jardins da Praça da República, e sobre a relva iam surgindo as faixas reivindicativas de cada organização.

Em plena harmonia convidados e organização esperavam pela voz de arranque que surgiu nas cordas vocais apoiadas por megafone da Paula Antunes, representante do Caleidoscópio LGBT.

Assim e munida de um guião foi chamando cada organização presente pelo nome: PortugalGay; Ponto Bi ; Poly-Portugal; Grupo Entidade XY do Sindicato Unificado de Policia; Gis -- Grupo Intervenção Solidário; Panteras Rosa; Partido Humanista; JS; SOS Racismo; Bloco de Esquerda; Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens; UMAR; APPGS e Caleidoscópio LGBT.

Este foram os organizadores, mas como nada se faz sozinho, esta numerosa estrutura convidou para estarem presentes na rua o site Manhunt; a Acampada (uma estrutura livre que nos tempos mais recentes tem acampado em várias cidades protestando contra o estado das coisas, nomeadamente contra as politicas sociais); a Associação Criança Diferente; o Movimento 12 de Maio (que no passado dia 12 de Maio lotou as principais cidades do País num claro protesto contra as politicas seguidas nessa altura); o site PortoGay e, por fim, a AMPLOS - Associação de Mães e Pais Pela Liberdade de Orientação Sexual. No início da marcha o carro de som do PortugalGay.pt/BoysRUs ia chamando as pessoas na rua para a marcha.


Manifesto

Todos juntos chamaram a atenção das forças políticas e da sociedade em geral sobre a discriminação que a população LGBT é alvo e mais agora com o extremar das políticas de austeridade que já se fazem sentir, ou não fosse o lema desta Marcha, "Rejeita a Austeridade; Abraça a Igualdade".

E esta foi a principal mensagem que em frente ao Via Catarina foi apresentada para os manifestantes sentados no chão da rua. Foi lido o manifesto, documento que tenta de alguma forma e resumidamente chamar atenção para as dificuldades, para as políticas mal conduzidas e tantas vezes deslocadas da realidade social do país. Entre os pontos chave do documento o facto de esta luta de direitos ser de todos e todas quer sejam lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, transgéneros, interssexuais ou heterossexuais. Continua com uma referência à lei que permite a mudança legal de nome e género, mas simultaneamente cataloga de "doentes" as pessoas que usam a lei. Também criticada foi o "aval feudal" a que ainda estão sugeitas as pessoas transexuais em termos de operação de reassignação de sexo. Também foi defendida a protecção legal de todas as famílias, incluindo o fim da exclusão na adoção de quem não segue a norma heterossexual

O manifesto apresenta alguns avanços legais recentes: o fim da discriminação na doação de sangue por parte dos homens que têm sexo com outros homens; o casamento para casais do mesmo sexo; a existência de um esboço de uma lei de Identidade de Género, mas recorda que ainda "há um longo caminho a percorrer na defesa de direitos essenciais, no combate ao estigma, ao preconceito e à exclusão.".

O manifesto também rejeita que "arbitrariedades com base no racismo, na xenofobia, na desigualdade de géneros, na LGBTfobia continuem a ser socialmente toleradas", recorda a necessidade de uma educação sexual inclusiva, e também a importância de reconhecer que as pessoas com idade mais avançada também têm direito a uma vida de relacionamentos, emoções e afectos.

O manifesto termina com a rejeição da "hipocrisia e a tacanhez", do "preconceito e a violência" e da "austeridade", concluindo que abraçam a igualdade.

No final da marcha

Chegados ao fim da marcha na Praça D. João I, a animação já os esperava, e a voz de Goretti deu as boas vindas aos marchantes, através de duas canções conhecidas de todos, enquanto o bandeirão rodopiava no centro da praça. Depois Ana Afonso, representante do Poly-Portugal e do Ponto Bi, apresentou o sorteio de três presentes disponbilizados por apoiantes que ajudaram a custear os gastos da Marcha, seguindo-se uma assembleia popular que, pelo facto de ainda um conceito algo estranho para muitos, não funcionou tanto quanto o desejado pela organização, mas para o ano já está prometido trazer de novo esta acção mas renovada. A ideia é sentir o que cada um tem a dizer sobre assuntos que a organização acredita serem do interesse de todas e todos, independentemente da sua condição social ou orientação sexual.

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Nonprofits & Activism

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  • Muito fixe!!! ADOREI!!!

    Já agora, sugiro o uso da t-shirt AMOR É AMOR para combater a homofobia :)

    T-shirt AMOR É AMOR:

    v=-g_ydxq1ZWc

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