Brasil
Terça, 1 de julho de 2008, 11h57 Atualizada às 11h59
Lei Seca: MP instaura processo contra promotor
A Corregedoria do Ministério Público de São Paulo instaurou processo administrativo para apurar a conduta do promotor Júlio César Botelho. Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, ele foi autuado na rodovia Assis Chateubriand, em São José do Rio Preto, no domingo, após não ser aprovado pelo teste do bafômetro.
» TV: Promotor é multado em SP
De acordo com o MP, o promotor não foi afastado do cargo. Botelho teria sido multado em R$ 955,00, mas não teve a carteira de motorista apreendida. Contudo, a polícia afirma que ele deve ter a carteira suspensa.
Redação Terra
Lei Seca: MP instaura processo contra promotor
A Corregedoria do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) instaurou um processo administrativo para apurar a conduta do promotor Júlio César Botelho. Ele foi flagrado dirigindo bêbado numa rodovia estadual paulista no último domingo (29/7) e resistiu à abordagem da Polícia Rodoviária Estadual. Ele acabou autuado e pagou multa de R$ 955. O Promotor teve a carteira de habilitação suspensa. A informação é do Jornal do Brasil .
Quarta-feira, 2 de julho de 2008
Ficha do passado
Promotor que dirigia bêbado já foi punido antes pelo MP
por Anderson Passos
Não é a primeira vez que o promotor Julio César Botelho, do Ministério Público de São Paulo, detido no último domingo (29/6) pela Policia Rodoviária Estadual por estar dirigindo bêbado na rodovia Assis Chateaubriand, em São José do Rio Preto (SP), se envolve em incidentes.
Há dois anos, em São José do Rio Preto (SP), Botelho e um amigo foram detidos ao saírem de uma boate. O promotor tomou as dores do colega, que teria desacatado policiais militares. Conduzidos à delegacia, ambos pagaram fiança e foram liberados.
De acordo com o MP-SP, na época do incidente, Julio César Botelho foi afastado por 15 dias de suas funções. Um processo foi aberto na Corregedoria-Geral do MP, mas corre em sigilo.
Procurado pela reportagem do site Consultor Jurídico para comentar o episódio, Botelho, por meio da assessoria de imprensa do Ministério Público, disse que não vai se manifestar sobre o caso.
Direção perigosa
Botelho, que atua no Grupo de Proteção à Pessoa Portadora de Deficiência do Ministério Público de São Paulo, seguia sentido Rio Preto/Guapiaçu da rodovia quando foi parado pela Polícia Rodoviária Estadual. O promotor dirigia lentamente e em zigue-zague.
O exame de bafômetro indicou a presença de 0,35 miligramas de álcool no sangue, enquanto o limite permitido pela nova lei de trânsito é de 0,2 miligramas.
O promotor resistiu à abordagem dos policiais e, depois do uso do gás de pimenta, foi autuado pelos patrulheiros por direção perigosa, infração que prevê pena de seis meses a três anos de detenção. O promotor teve a carteira de habilitação apreendida e terá de pagar multa de R$ 955.
Ele terá de prestar esclarecimentos sobre o caso à Corregedoria Geral do Ministério Público de São Paulo e será investigado pela Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo.
Revista Consultor Jurídico, 2 de julho de 2008
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valdirtimoteo 3 years ago