Sou um raro instrumento... De desolação e alento... Que se encontra esquecido... Num caminho já perdido para ti...
Naquela vez que me fintaste... O que era nosso ignoraste... E despertaste novamente... A minha forma indecente de viver...
Uma fase já esquecida... Mas afinal adormecida... Um desejo delirante... Uma vontade apaixonante de explodir...
Sou um barco delirante... Que navega inconstante... Nas tuas águas turbulentas... Dobro o Cabo das Tormentas...
Sou um poço de energia... Que dobra a tua magia... Raro vulto de diferença... Que impõe a sua presença...
Uma marca proibida... Para ti e para a vida... Um estranho e distante... Enganado corpo errante... É assim...
Sou um vicio invulgar... Que teima em não largar... Consciências depravadas... Raparigas mal amadas e sós...
Escolho o chão em que escorrego... E o mar onde navego... Tenho a sorte e o azar... Tenho tudo para dar... A ti...
Sou um barco delirante... Que navega inconstante... Nas tuas águas turbulentas... Dobro o Cabo das Tormentas...
Sou um poço de energia... Que dobra a tua magia... Raro vulto de diferença... Que impõe a sua presença...
7-5-05
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