Sindicato exige intervenção na escola de Cantanhede onde foram despedidos todos os docentes

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Uploaded by on Mar 3, 2011

Publicação: 03-03-2011 15:19 | Última actualização: 03-03-2011 15:24

Sindicato exige intervenção na escola de Cantanhede onde foram despedidos todos os docentes

O Sindicato de Professores da Região Centro (SPRC) exige a intervenção da Inspecção Geral de Educação e da Autoridade para as Condições do Trabalho na escola Pedro Teixeira, Cantanhede, depois de a direcção ter decidido despedir os professores.


De acordo com Luís Lobo, dirigente do SPRC, a direção do estabelecimento de ensino particular está a "utilizar" os pais e a "manobrar" os professores, "fazendo-os crer que a escola não tem dinheiro para funcionar", acusou.

"Está em causa o normal funcionamento das actividades escolares. A escola não pode fechar, tem um contrato com o ministério da Educação e tem de o cumprir", disse hoje à agência Lusa Luís Lobo.

A direção do estabelecimento de ensino particular com contrato de associação, decidiu encerrar definitivamente a escola e despedir coletivamente 31 professores, por não poder fazer face às despesas de funcionamento face à redução dos montantes atribuídos pelo Estado.

No entanto, os pais resolveram manter o estabelecimento de ensino aberto, contando com a disponibilidade dos docentes para garantirem aulas gratuitas a 217 alunos do 5 ao 9º ano.

Os pais vão custear o transporte e a alimentação dos professores até ao final do ano letivo.

O SPRC estima que, apesar dos cortes no financiamento, a escola Pedro Teixeira passe a receber uma verba de 96 mil euros por turma "um valor mais do que suficiente para todos os vencimentos e ainda sobra dinheiro para investimento", alega Luís Lobo.

Para o sindicalista, o diretor do estabelecimento de ensino, António Negrão, "está a jogar um jogo" e o objetivo "é ganhar", disse.

"Tinha lucros brutais que agora (com o novo regulamento de financiamento) vai perder. Está a criar uma situação insustentável, completamente ilegal, que tem de ser averiguada, o mínimo que o ministério da Educação pode fazer é mandar lá a inspeção", defendeu.

Ouvido pela Lusa, António Negrão recusou comentar a posição do Sindicato de Professores da Região Centro.

(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)
Lusa
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Education

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