Bodas de Diamante José e Neide Ferraz dos Santos

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Uploaded by on Nov 22, 2011

Foi numa missa, em São José da Pedra Dourada, município de Tombos, nas Minas Gerais, que Neide e José se conheceram... quem diria que aquela menina de 15 anos iria construir uma linda história de amor com aquele jovem, na casa dos 22.
Se hoje celebramos a persistência do diamante, é porque aquele namoro de 6 anos deu certo. E o mesmo Cristo que esteve presente nas bodas de Caná da Galiléia está presente aqui hoje, para celebrarmos 60 anos de matrimônio.
Tempo de agradecermos a Deus pelas suas dádivas, testemunharmos seu amor e invocarmos sua bênção sobre Neide e José que hoje se reúnem para reafirmar seu amor e se alegrar junto a nós.
A primeira a abraçar a fé foi a D. Neide, em Juiz de Fora. Naquele tempo, o seu Zé ficou amuado. E perguntou a um amigo: "O que eu faço, ela virou crente?". O amigo não era protestante, mas disse: "Ou ela vem pra sua igreja, ou você vai pra igreja dela". O seu Zé escolheu a união. E o Cristo passou a habitar de maneira mais plena naquele lar, porque, independente da denominação, o casal desejava viver unido em amor e esperança.
Vieram os filhos. E desde cedo, na Escola Dominical, toda família foi sendo instruída na Palavra de Deus. O que seria desta família sem a Palavra de Deus?
A História de José e Neide é marcada por coragem, esperança, trabalho e algumas pescarias. Mas como os discípulos de Cristo, naquele barco, este casal também enfrentou grandes tempestades. A dor também faz parte dessa história. Ainda em Juiz de Fora, um desmoronamento causou tanto tristeza como anunciou mudanças... E se hoje estamos em festa, é porque Mesmo na tempestade nosso Deus nos socorre com sua mão de amor.
Hoje é um dia de renovação. Renovação dos votos feitos no passado. O sucesso de um casamento não está apenas em sentimentos bons, mas na coragem para persistir, às vezes mudar, como na mudança para Jundiaí, em 1966. Começar de novo, unidos, pegar no arado, conhecer uma nova família da fé, novos amigos. Nessa renovação dos compromissos renovamos também nossa esperança no amor que é mais forte que as intempéries da vida.
Sempre que celebro casamentos ou bodas, pondero sobre o valor deste ouro que compõe as alianças. Seria este ouro um sinal da fortuna do casal? Ou uma jóia que ostenta a vaidade de alguém? Não. Alianças não são símbolo de vaidade, mas símbolo de persistência, de um amor que resiste ao tempo, que insiste em existir... O ouro e o diamante são símbolos desse amor que é belo por teimar em prosseguir amando...
Se fossemos resumir a história de vida deste casal em uma palavra, esta palavra seria bem pequena: resumiríamos na palavra "fé". O que seria de nós sem a fé?
C'a fé a gente vive
C'a fé a gente ri
C'a fé a gente chora
C'a fé a gente não se cansa de esperar... de persistir, de trabalhar...
É c'a fé que a gente se encontra, comunga, troca contos de pescadores de todos os tempos...
C'a fé a gente continua vindo à igreja, embora o ônibus atrase, embora os ossos atrapalhem, embora, embora...
C'a fé vam'bora, do lado da véia, do lado do véio, seguindo na estrada, com os filhos na mente, os netos no coração e Deus em todos os lados, como um aroma que nos enche c'a fé, c'esperança e c'oamor...
Com carinho:
Pastores Pedro Nolasco Camargo e Luciano José Lima
Jundiaí 19 de novembro de 2011

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