Maria Teresa do Carmo de Noronha Guimarães Serôdio (Paraty), (Lisboa, 7 de Novembro de 1918 — São Pedro de Sintra, 4 de Julho de 1993), foi uma fadista portuguesa
Com origem familiar aristocrática — era bisneta de D. João Inácio Francisco de Paula de Noronha, 2º conde de Paraty e de D. Vasco António de Figueiredo Cabral da Camara, 3º conde de Belmonte, ambos do lado paterno e descendente dos Condes dos Arcos, do lado materno — tornou-se Condessa de Sabrosa, pelo seu casamento com D. José António Barbosa de Guimarães Serôdio, grande admirador do Fado e guitarrista amador.
Mostrando desde cedo uma decidida aptidão para interpretar o Fado, cantava em festas de família e de amigos. Com a sua visita aos retiros de Fado passa a tornar-se conhecida a sua expressão artística, e a ganhar muitos admiradores autênticos, entre os conhecedores do Fado. Grava o seu o seu primeiro single com o título de O Fado dos Cinco Estilos em 1939, um ano depois da Emissora Nacional, ter convidado Maria Teresa de Noronha que, acompanhada pelo guitarrista Fernando Freitas e pelo violista Abel Negrão, foi apresentada aos ouvintes pelo locutor D. João da Câmara, sendo tal o êxito que foi convidada para o programa semanal Fados e Guitarradas, que esteve no ar vinte e três anos.
Alfredo Marceneiro, Lucília do Carmo, Maria Teresa e José António de Sabrosa n' O Faia
Fados como Fado da Verdade, Fado Hilário e Fado Anadia foram êxitos que muito agradaram ao grande público, assim como outros fados do seu repertório, entre os quais: Nosso Fado, Fado Menor e Maior, Minhas Penas, Pintadinho, Pombalinho ou Fado Rio Maior.
Em 1968 abandona a Emissora Nacional mas não deixa de cantar, continuando a fazê-lo em privado.
De entre as suas actuações no estrangeiro, destaca-se em 1946 a sua deslocação a Espanha, por ocasião do Festival da Feira do Livro de Barcelona, e ainda Madrid, a convite do Governo espanhol, para actuar no Hotel Ritz, onde teve um êxito estrondoso. Ainda em 1946 vai ao Brasil e é igualmente muito apreciada. Actuou no Mónaco para Grace Kelly e Rainer III e em 1964 desloca-se a Londres para actuar na BBC.
A sua dicção, a sua maneira de se expressar, a forma como dominava as figurações intrincadas como os pianinhos e os roubados tornou-a criadora de um estilo muito próprio, que fez escola.
Não se compara o Louvre com o Ermitage: são incomparáveis. Amália e Maria Teresa ocupam espaços distintos na história do fado e nenhuma faz sombra à outra. Pessoalmente, prefiro Amália — a dos anos 60, esplendorosa como mulher e fadista, com uma voz muito mais modulada, suave e emotiva.
Estranho que na biografia de MªTeresa de Noronha não esteja mencionado o fado que ainda hoje é a sua imagem de marca e que nunca mais ninguém soube cantar como ela: Rosa Enjeitada
Chveik55 2 years ago 19
Uma das melhores vozes portuguesas, que a morte cedo de mais nos levou.
Gosto muito de a ouvir para meu conforto espiritual!!!
antonioaserrano 3 years ago 19