Ária no. 1 - Modinha de Marcos Portugal

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Uploaded by on Aug 15, 2011

Arranjo para violão por
Antonio Carlos Barbosa Lima
Guitar Solo Publications/San Francisco

Esta modinha pertence a uma série de 12, coletadas e incluidas no "Cancioneiro de Músicas Populares", por Cesar das Neves e Gualdino de Campos, no final do século XVIII em Portugal.
Elas foram escritas por Marcos Portugal e mostram um claro acento de "modinha". Marcos Portugal nasceu em Portugal e visitou o Brasil no início do século XIX. Certamente estas peças podem ser consideradas as precursoras do estilo "modinha". São peças muito especiais que apareceram originalmente num livro do historiador musical Mozart de Araújo intitulado "A modinha e o Lundu no século XVIII", do qual esta ária foi selecionada e transcrita para violão. A poesia desta modinha é chamada "lira no.1" do primeiro livro de "Marília de Dirceu" de Tomas Antonio Gonzaga.
A letra desta modinha, de autoria de Tomás Antonio Gonzaga é:

Sucede, Marilia bela,
à medonha noite o dia;
a estação chuvosa e fria
à quente, seca estação,
Muda-se a sorte dos tempos;
só a minha sorte não?

Os troncos nas Primaveras
brotam em flores viçosos,
nos invernos escabrosos
largam as folhas no chão.
Muda-se a sorte dos troncos;
só a minha sorte não?

Aos brutos, Marilia, cortam
armadas redes os passos,
rompem depois os seus laços,
fogem da dura prisão.
Muda-se a sorte dos brutos;
só a minha sorte não?

Nenhum dos homens conserva
alegre sempre o seu rosto;
depois das penas vem gosto,
depois de gosto aflição.
Muda-se a sorte dos homens;
só a minha sorte não?
Aos altos Deuses moveram
soberbos Gigantes guerra;
no mais tempo o Céu e a Terra
lhes tributa adoração.
Muda-se a sorte dos deuses;
só a minha sorte não?

Há de, Marilia, mudar-se
do destino a inclemência;
tenho por mim a inocência,
tenho por mim a razão.
Muda-se a sorte de tudo;
só a minha sorte não?

O tempo, ó Bela, que gasta
os troncos, pedras e o cobre,
o véu rompe, com que encobre
à verdade a vil traição.
Muda-se a sorte de tudo;
só a minha sorte não?

Qual eu sou, verá o mundo;
mais me dará do que eu tinha,
tornarei a ver-te minha;
que feliz consolação!
Não há de tudo mudar-se;
só a minha sorte não.




Arranged for guitar by
Antonio Carlos Barbosa Lima
Guitar Solo Publications/San Francisco

This "modinha" belongs to a series of twelve, collected and assembled in the "Cancioneiro de Musicas Populares", by Cesar das Neves and Gualdino de Campos, by the late 18th century in Portugal.
They were weritten by Marcos Portugal and show a clear inflection of the "modinha". Marcos Portugal, born in Portugal, visited Brazil in the early part of the 19th century. Surely these pieces could br the forerunners of the "modinha's" style. They are rare works which originally appeared in a book by the brazilian musical historian, Mozart de Araújo, entitled "A Modinha e o Lundo no século XVIII", from which this air were selected and transcribed for the guitar. The lyrics of this modinha is inthe first book of "Marilia de Dirceu" by Tomas Antonio Gonzaga.

Category:

Music

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  • ♫♥♫Oh! Mestre!!! Que coisa mais linda!!! Estou me sentindo em paz...

    Maravilhoso!! Olhe os pássaros, Mestre!!!

  • @1MaisBrasil -- ô que ótimo saber que vc gostou. Esta é uma das modinhas já publicadas pelo oplutao, só que a dele é a versão cantada, e esta é um arranjo para violão feita pelo Barbosa Lima.

  • @ovidiov ♫♥♫ Teve uma pessoa que viu seu vídeo lá no meu canal e o levou pro canal dela...Achei lindo!!! Viu, Mestre? Intercâmbio de canais.... Ele também favoritou!!

  • @1MaisBrasil -- cafuné no meu ego... valeu!

  • raramente se ve tanta maestria na execuçao de peças

  • @vcairess4 -- obrigado amigo, abs

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All Comments (68)

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  • bom demais...

    

  • @ognomusic -- obrigado pela visita Ogno, abs

  • Sem palavras, muito bom !

  • Olá, amigo! muito bom seu video parabens, linda musica fantastico.

    Forte abraço e fique com Deus.

    Att...Juvenil.

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