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Perdão e Misericórdia

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Uploaded by on Nov 9, 2011

Momento de Reflexão
PERDÃO E MISERICÓRDIA
Irmãos e Irmãs, quanto ódio há no mundo,
na nossa nação, na nossa cidade, na nossa aldeia, na nossa família.
Não sabemos perdoar!
No entanto não seremos perdoados pelo Senhor, se não perdoarmos ao nosso irmão!
Vamos reflectir neste Vídeo sobre o Perdão e Misericórdia.
Deus é Amor, e nós fomos feitos à semelhança do Criador.
Se Ele é Amor, nós, de certo modo também somos amor.
Com efeito, o homem é definido como um ser social, isto é, não pode viver sem amar e sem ser amado.
O conceito de pecado implica o de separação.
Amor é energia que tende a unir.
Pecado é energia que tende a separar.
A vida é possível mediante a união.
Ser separado é não poder viver.
Eis porque o pecado é processo de morte.
Criança recém-nascida privada do amor materno não sobrevive.
Morre inevitavelmente.
Aquele que não ama vive um lento mas inevitável processo de morte.
Para escapar ao trágico fim desse processo, só há um meio:
perdoar para poder recomeçar a amar.
Assim é na nossa relação com os nossos semelhantes e também com Deus:
Mas há uma advertência muito séria do Senhor a este respeito:
Se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai Celeste também vos perdoará.
Mas se não perdoardes aos homens tão-pouco vosso Pai vos perdoará» (Mt 6,14-15).
Perdão não é indiferença.
Uma grave injustiça ou uma ofensa muito séria são fundamentalmente sempre uma destruição, isto é:
corações destroçados, perda da confiança, do bom nome, por vezes, do cargo ou do posto de trabalho.
É pecado! Por isso, é a coisa mais ofensiva do mundo.
O perdão sempre se dirige ao mal, ao pecado.
A repugnância do pecado aparece em toda a sua gravidade na cruz donde pende o corpo inerme do Senhor.
A contemplação desta comovedora imagem salva-nos do desespero.
Leva-nos a enfrentar com confiança essa horrível chaga a deformar a nossa imagem aos olhos de Deus.
Para poder receber-nos e abraçar-nos com ternura de Pai, não resiste ...
Esquece a Sua justa cólera e, cheio de compaixão, purifica-nos, perdoa conforme a exigência da Sua infinita misericórdia.
Depois acolhe-nos com infinito amor, como se nada tivesse acontecido.
Uma só coisa o Senhor não nos poderá perdoar jamais:
a nossa dureza de coração, que não quer perdoar o pecado daqueles que pecaram contra nós.
Para o pecado há uma só solução:
O perdão do próximo que o Senhor nos exige é de não nos vingarmos contra o irmão que nos ofendeu.
A ofensa provoca sempre uma reacção de ira.
Esta traz sempre no seu bojo o tiro da vingança.
O «olho por olho e dente por dente» é aspecto normal da natureza humana decaída e rebelde.
Em muitíssimos dos seus aspectos, o Evangelho pede aos cristãos que não se deixem arrastar pelas suas tendências naturais.
"O Reino de Deus exige violência;
só os violentos o conquistam» disse Jesus.
Renunciar a vingar-se de um injusto opressor não é fácil.
Exige violência sobre si mesmo.
Esta é, contudo, a condição para que o Senhor não Se vingue também de nós por causa dos nossos pecados contra Ele.
Com a Sua graça, esse perdão é sempre possível.
«Trouxeram-lhe um que devia dez mil talentos ...
Este servo, então, prostrou-se por terra diante dele e suplicava-lhe ...
Cheio de compaixão, o senhor deixou-o ir embora e perdoou-lhe a dívida ...
Apenas saiu dali, encontrou um dos seus companheiros de serviço que lhe devia cem denários.
Agarrando-o pela garganta ...
Então o senhor chamou-o e disse-lhe:
Servo mau, eu perdoei-te toda a dívida, porque me suplicaste ...
E o senhor, encolerizado entregou-o aos algozes ..
Assim vos tratará meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão, de todo o coração» (Mt 18,24-35),
Perdoar não implica não sentir a dor pela ofensa feita.
O sentir ou não sentir foge à nossa capacidade de controlo voluntário,
portanto, é possível que continues a sofrer internamente a dor da injúria apesar de teres renunciado à vingança.
Não vingar-se é só não tirar desforra de espécie alguma e basta,
Quem perdoa continua a relacionar-se normalmente com aquele que lhe fez a injustiça,
sem demonstrar voluntariamente a dor que leva no coração.
Talvez isto não seja fácil. Mas este é o preço do perdão,.
Alguns chegam a «perdoar de coração».

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