E se um dia um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse:
" Esta vida, assim como a vives e sempre viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes, não haverá nela nada de novo!
Cada dor, cada pensamento, tudo que há de pequeno em tua vida há de retornar. Tudo, na mesma ordem e seqüência.
E, do mesmo modo, esse instante e eu próprio: o demônio.
O eterno relógio da existência reiniciará outra vez a contagem do seu tempo, e do tempo das tuas desgraças."
Não te lançarias ao chão rangendo os dentes e amaldiçoando o demônio?
Não, não. Responderias medrosamente que nunca te disseram algo mais divino.
Diga, nunca te disseram algo mais divino?
Mentirias que queres para sempre a tua própria desgraça? Vê bem, se disseres que sim, estarás apenas piorando a eternidade.
Texto: Friedrich Nietzsche
Leitura: Antônio Abujamra
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Bela Bartok - Mikrokosmos No 20
Bela Bartok - Mikrokosmos No 34
Vídeo: Trecho de "Dias de Niestzsche em Turim"
Edição e Montagem de Áudio: Bruno Lôbo
Edição e Montagem de Vídeo: Bruno Lôbo
o audio ta pessimo
tonfelix1 5 months ago