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Professor do Gama DF usa a música para salvar crianças da violência

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Uploaded by on Oct 21, 2010

Matéria do Fantástico, coloco aqui para backup.

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1624796-15605,00.html

DF: Professor usa a música para salvar crianças da violência
Julio César mora em Gama, no DF, e dá aula de músicas há 15 anos. Ele saiu à procura de talentos improváveis, onde ninguém imaginou que ele pudesse encontrar.
Veja o que um professor de música criou para tirar as crianças da violência em um dos lugares mais pobres do Brasil.

Quem é o homem aplaudido por uma escola inteira? E por que razão? "Meu nome é Júlio César Pereira Ângelo, tenho 35 anos, moro na cidade do Gama. Dou aula de música há 15 anos", conta o professor.

O que pode um professor contra a violência e o abandono da periferia? Antes que lhe dissessem que não pode nada, Julio César saiu à procura de talentos improváveis, onde ninguém imaginou que ele pudesse encontrar. "Israel é um talento. Ele consegue ter a sensibilidade, a emoção de tocar uma música, passar para o instrumento e passar para as pessoas", elogia Júlio César.

"Música é emoção, não sei, a alma falando assim", descreve o estudante Israel Basílio.
"Um dia eu vi a Winy cantando. E falei: 'Winy, você vai fazer um solo com a orquestra'", lembra o professor.

"Eu descobriu que cantava com o Júlio. Eu era muito tímida e não tinha coragem de cantar para as outras pessoas jamais. Ele foi lapidando, eu acho, isso em mim. Nossa, eu imagino fora, vendendo CD, sabe? Dando autógrafos", planeja a estudante Winy Damasceno.

Garimpar talentos não era suficiente. Júlio César queria mais: "Formar uma orquestra. Ensinar música". E achou que devia viajar 70 quilômetros todos os dias, da casa dele, no Gama, até Itapoã, a mais pobre e a mais violenta das cidades do Distrito Federal.

"A cidade do Itapoã é uma cidade que veio de uma invasão. É considerada uma cidade com muita criminalidade, os jovens se envolvem com as drogas, se envolvem com a prostituição", explica Júlio César.

Mas então por que vir logo para cá? "Fazer parte da transformação da vida das pessoas. Basta a gente se dispor e agir".

Na casa de Lucas, ninguém acreditava que um músico morasse ali. Nem ele próprio. "A autoestima dele era muito baixa, ele tinha medo, ele não se relacionava com as pessoas, não acreditava nas pessoas", lembra o professor. "Eu ganhei muita coisa boa com a música: amigos. Antes eu andava com raiva", diz o estudante Lucas do Nascimento.

A raiva passou e veio o talento no lugar. Mas nem precisava. "Para mim o mais importante é que alguém entre na música e através da música modifique a sua vida como um todo", reforça o professor.

Welvys não queria saber de escola. "Ele era muito agitado, ele era muito nervoso, ele não queria saber de estudar, e ele só ficava mais nas ruas", lembra a diarista Maria do Carmo dos Santos.

Maria do Carmo, a tia que cuida dele, pediu ajuda a Júlio César para tirá-lo da rua. "Se eu não tivesse tirado ele de lá, acho que hoje eu não estava com ele aqui, do jeito que ele está hoje. Ele estaria na cadeia ou devia ter morrido, porque você sabe que as crianças que juntam com outros ou faz o que eles querem ou então eles matam. Eu tive que tirar ele de lá. É outra criança agora, graças a Deus. mudou muito", elogia a diarista Maria do Carmo dos Santos.

Mudou e de forma tão radical que a tia se espanta. "Na rua ele tinha o cigarro, e no coral o professor chegou para colocar a flauta na boca dele", conta Maria do Carmo.

E o que pode ser melhor do que alívio? Só se for o orgulho. "Em todo lugar onde a gente vai que eles tocam para mim. É uma emoção muito grande, principalmente a música 'Saber viver'. Saber viver ele aprendeu. É preciso saber viver. É a história dele", canta a diarista Maria do Carmo dos Santos.

Estão todos ali: Welvys, Lucas, Israel, Winy. É a orquestra dos meninos de Itapoã. Todos saídos da mesma realidade. Os instrumentos foram comprados com a inusitada ajuda de uma empresa de segurança. E só, o que faz da orquestra de Itapoã uma façanha ainda mais impressionante.

"O violino chegou antes do que o saneamento básico, a flauta chegou antes do que o posto de saúde e a música chegou antes do que o estado", conta o professor Júlio Cesar.
Tudo isso por obra de um professor para quem os merecidos aplausos são a única recompensa pela arte de acreditar nas pessoas.

"Ser professor é abrir portas, é fazer com que as pessoas enxerguem e olhem bem mais na frente do que elas estão enxergando. Ser professor é ajudar, pegar na mão e levar a lugares distantes", conclui.

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Nonprofits & Activism

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All Comments (6)

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  • concordo com a isra742 isso é tudo mentira : Fiz Aula com ele por um tempo de violino e ele aproveito dos alunos dele pra tocar com ele e cada apresentação que ele faz ele recebe. e essa menina que cantou ai ela é sobrinha dele ! ESSE CARA DEVERIA SER PRESO!

  • isso e tudo mentira,quase ninguem ai e do itapua,so os da flauta doce

    e a orquestra podia ser meninos do GAMA e a empresa de segurança so deu flauta doce e alguns violinos!!

  • Parabéns aee Julião!! Linda a reportagem!

  • isoo mostra que eli tem muitu o que fazer para ajudar o itapoã

  • PO, OS FUNCIONÁRIOS DA GLOBO SÃO TÃO BURRO QUE NEM SE TOCA QUE ELE FAZ ESSE PROJETO NO "ITAPOÃ" E MORA NA CIDADE DO "GAMA".

  • ESSE E MEU TIO 

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