"A casa fala. As palavras brotam do abrigo num processo catártico. Arrancadas das profundezas da alma humana, exibem a essência dos desencontros da co-existência. Em Confissões a artista Claudia Sampaio interfere nos espaços de sua casa: escreve nas paredes, agrega materiais, anota resquícios de vivências. Os estímulos dão vida ao abrigo: No processo criativo, Cláudia sente a música, se emociona. Inclui nomes, afetos, desenha, rabisca poemas. Nas paredes as significâncias engendradas se entrelaçam numa poética que advém da imensidão da esfera privada, palco dos encontros com o próprio Eu, receptáculo de decepções e alegrias do viver coletivo"
Ana Valeska Maia
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