Se milhões de mulheres que carregam água por longas distâncias tivessem uma torneira na porta de casa, sociedades inteiras poderiam se transformar.
Por Tina Rosenberg
Mesmo às 4 da madrugada, à luz das estrelas, ela consegue correr sozinha pelas pedras, morro abaixo, até o rio e enfrentar a íngreme subida de volta para sua aldeia com 23 quilos de água nas costas. Ela tem feito esse percurso três vezes ao dia em quase todos os seus 25 anos de vida, a exemplo de qualquer outra mulher de Foro, a aldeia em que mora no distrito do Konso, no sudoeste da Etiópia. Aylito largou a escola aos 8 anos de idade, em parte porque tinha de ajudar a mãe a pegar água no rio Toiro.
A água é suja, imprópria para beber. A cada ano da atual seca o outrora poderoso rio se exaure mais. Mas é a água de que Foro jamais dispôs.
Excelente documentário. Fonte confiável.
joperpadrao 1 year ago