A palavra transfusão tem algumas analogias dentro do dicionário de língua portuguesa, como: transmitir e difundir. Dentro do contexto do videoarte TRANSFUSÃO, essas são as definições de maior interesse para tentar explicitar de forma coerente a intencionalidade da obra, que é a de abordar a importância da arte como forma de expressão e comunicação.
O artista tem a obrigação de ao menos tentar transmitir alguma mensagem, ou seja, transferir para o observador algo de relevância, mesmo que a sua importância seja contestada. A arte, ou a obra, serve como condutora, possibilitando o intercâmbio entre a intencionalidade do artista e a expectativa do observador.
O vídeo aborda justamente essa permuta, ou a necessidade da mesma para que haja validade do objeto apresentado. Sem esse câmbio de informações que partem do artista para o observador por meio da obra de arte, e vice-versa, a rigor, não existe arte.
A obra TRANSFUSÃO consiste num close de uma garrafa com água (imagem invertida) que passa por um espectro de cores depois que gotas começam a surgir, iniciando com tonalidades brancas até chegar ao preto. Na medida em que o líquido misteriosamente muda de cor percebemos vários quadros surgindo diante dos nossos olhos; inicialmente semelhante a um recorte, ou detalhe da obra de Mondrian, com linhas verticais paralelas e linha horizontal. No final, a obra flui para a estética Malevitchiana, lembrando as imagens geométricas negras sobre fundo branco. Vídeo e pintura são duas linguagens que o artista tenta aproximar, lembrando que tradição e contemporaneidade podem conviver sem maiores conflitos.
Otimo o video.
Prazer o nosso.
Abraço
Toniatto 3 years ago 2