Poema de David Mourão Ferreira. Esta canção foi por três vezes gravada em disco, sempre com melhoria na qualidade musical, pelo Luís Cília. É o amor com tudo o que tem de subversivo, que o poeta e o músico aqui evocam com muita beleza.
Desvio dos teus ombros o lençol
Que é feito de ternura amarrotada
Da frescura que vem depois do sol
Quando depois do sol não vem mais nada.
Olho a roupa no chão - que tempestade
Há restos de ternura pelo meio
Como vultos perdidos na cidade
Onde uma tempestade sobreveio.
Começas a vestir-te lentamente
E é ternura também que vou vestindo
Para enfrentar lá fora aquela gente
Que da nossa ternura anda sorrindo.
Mas ninguém sabe a pressa com que nós
A despimos assim que estamos sós.
Para saber mais sobre Luís Cilia consulte o site www.luiscilia.com.
muito e muito bom
spm3429 2 years ago