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O Churrasco da Saudade - Vendinha - Novembro de 2011.

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Uploaded by on Nov 14, 2011

"Por que ficar choramingando de saudade do passado? Vamos trazer o passado de volta!" - Este foi o slogan, o mote, utilizado para reunir uma vez mais a nossa família em torno de algo comum a todos nós: a saudade que temos de nos encontrar nas férias das fazendas dos tios Lulo e Ciça. Bem... como não existem mais as fazendas como elas eram, sobrou a Vendinha.

Uma vendinha de beira de estrada como havia muitas naqueles tempos de 1940. Só que essa estrada não era uma qualquer. Era simplesmente a Antiga Estrada Rio-São Paulo, ou seja: a "avó da Via Dutra!" - Por isso naqueles tempos, por aquela encruzilhada, havia um grande movimento de caminhões, jipes e carros-de-boi que passavam por ali levando mercadorias.

A Vendinha era movimentada. Não só os viajantes que passavam por aquela estrada paravam ali para descansar, colocar óleo diesel (sim, a Vendinha chegou a ter uma bomba de óleo diesel para abastecer caminhões. Apenas caminhões porque tratores... quem é que tinha trator naqueles tempos? Todo trabalho era feito à mão e na enxada nas fazendas e, no lugar de trator, carros de boi. Eram eles que tinham de fazer força).

Pois a Vendinha tinha de atender também ao tabaréu, pessoal que trabalhava no eito das fazendas: eram colonos, caboclos e pretos retintos descendentes de escravos com pele cor de piche que brilhava ao sol de tanto suar. Essa gente cuidava da lavoura de subsistência, das pequenas criações (porcos, galinhas), plantava cana de açúcar e capim gordura para vacas e bois. Cuidava do gado leiteiro, ordenhava as vacas e tratava delas. Ali, nas terras em torno da Vendinha, existia grandes fazendas produtoras de leite, queijo e manteiga, tudo da melhor qualidade. As filhas dos colonos trabalhavam, muitas delas, nas cozinhas da Casa Grande.

A vida naqueles tempos centralizava-se nas fazendas e sítios. O Brasil era rural, com indústria incipiente. Na cidade só se ia em dias de festa, casamento, batizado, missas de gala, Natal, etc.

Quando precisavam encomendar alguma coisa na cidade, as pessoas o faziam ali mesmo na Vendinha, que sempre tinha cachaça da boa, fumo de rolo, arroz, feijão, farinha de mandioca, linguiça defumada da boa, açúcar, artigos de couro, chapéus de palha, pitos de barro, enfim, tudo o que era de "precisão" daquele povo do lugar. A Vendinha era o super-mercado da região. Era o shopping center. Ali pessoas se divertiam, conversavam, discutiam, brigavam, fechavam negócios. Na Vendinha ficava-se sabendo das notícias e das fofocas. Quem casou, quem separou (que escândalo!), quem "dava" pra quem e, enfim, ali sabia-se de tudo e de todos. Era a Vendinha. Um importantíssimo local há cerca de 60 anos atrás.

Mas hoje, a Vendinha cai aos pedaços. Teve seu passado de glória e guarda sua história. Uma história que gostamos de lembrar.
Por isso, lá fomos nós outra vez rever o passado.
Rever nossa gente, contar histórias e relembrar nossos tempos felizes do tempo da roça.

Por isso fizemos este churrasco e o que sentimos ali nesse dia foi uma... ENORME FELICIDADE, mas esta palavra não consegue exprimir tudo aquilo que sentimos de tão grande que foi nossa alegria.

O berrante tocou. A Grande Família se reuniu. E o "Churrasco da Saudade" aconteceu. Por isso este vídeo foi publicado.

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