A natureza é uma escultora por excelência. A escultura que ela realiza é grandiosa, podendo nos conduzir, lentamente, à serenidade, como ocorre quando ouvimos Pequena Serenata de Mozart. Há um ponto de encontro entre a Nanoart e a música, e, até mesmo, uma solene cumplicidade entre forma e som.
A Nanoart revela aos olhos o oculto da natureza, tornando palpável ao racional aquilo que é inatingível ao ser humano. Há um movimento de controle da razão pela música, que desperta sentimentos, os quais escapam como fumaça ao controle da razão e do belo, conduzindo-nos a uma espécie de mergulho no infinito devaneio. Ao emergirmos, há a sensação de paz e tranquilidade espiritual.
A Nanoart pode ser compreendida como um estudo do fenômeno de uma imagem poética quando a imagem emerge na consciência como resultado dos sentidos e dos sentimentos. Pode ser também compreendida como algo que produz uma luz interior, uma visão interior num mundo cercado e dominado pela racionalidade.
A Nanoart nos conduz à imaginação: a natureza imagina e a natureza é sábia. Nas palavras do filósofo Bachelard:
Bastará olhar um álbum de amonites para reconhecer que, desde a era secundária, os moluscos construíam seus caramujos seguindo as lições da geometria transcendente. Os construíam suas casas sobre o eixo de uma espiral logarítmica. (...) Os caramujos são luminosos de espírito logarítmico.
E na poesia de Paul Valéry:
Um cristal, uma flor, um caramujo se destacam da desordem ordinária das coisas sensíveis. Eles nos são objetos privilegiados, mais inteligíveis a nossa visão, se bem que mais misteriosos a nossa reflexão, que todas as outras coisas que vemos indistintamente.
Deveria ter explicações do que se trata cada imagem.
miragempro 1 month ago