Lótus
Num mar de espelhos, noite de egos,
Do nublado tato surgem sensos cegos.
Sensibilidade e harmonia afugentam nuvens
Deixam o céu claro e as ideias fluem.
Gotas d'água pulverizam com alegria
A edênica ilha de um colosso jardim
Num lago de equalizada fantasia.
A luz da lua discretamente vai embora
É presente a vibrante luz solar agora
Faz acontecer em inusitada flora
O encantado florístico renascimento,
É vibrante ver nesse momento
O insinuante lótus expandido luz azul.
Nessa adocicada paisagem de azuis crepúsculos
Está assim, a perfeita alma cheia de flores,
Dosando remédio para sarar as dores.
Depois da dor, apenas o contentamento.
E o coração merece existir cheio de amores.
E para renascer exato e concreto
É preciso ter sólido equilíbrio farto,
Ter no ato e na palavra luminoso parto,
Promover com energia novo pacto
Para sair da crisálida com vívidos conceitos
Em novos rumos fáceis de serem aceitos.
A jornada por estradas sem abstratos motivos
Apresenta sentidos sem meros equívocos
E cada pensamento tem vários signos ativos
Indicando sem insensatez suave fluidez.
Valiosas pérolas no ir e vir das coisas boas.
Surgem e desaparecem ásperas pedras
Quando se absorve críticas quedas.
Há sempre álibis pra um incrível querer
Acentuando insofismáveis virtudes
Para fazer com muito prazer acontecer
Saldáveis mutações na importante arte de viver.
∞Euler Luther Walkan
®©2011 Fato gerador poemas
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