O representante da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual, José Henrique Werner, apresentou na Comissão de Educação do Senado nesta quarta-feira (27), um estudo da Interpol, no qual ele aponta que a pirataria é 60% mais rentável do que o tráfico de drogas. Segundo o especialista, o Brasil é considerado no exterior como um dos países que estão mais ligados ao comércio ilegal de bens pirateados.
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Segundo Werner, o Legislativo deve se preocupar em aprovar o mais breve possível projeto de Lei, que tem poder de inibir a pirataria ao alterar a legislação penal vigente, para punir com maior rigor quem não respeita a lei de Direitos Autorais.
Para o especialista, a impunidade pode ser considerada a maior causa para o comércio de produtos piratas no Brasil. O outro motivo, disse, está no valor desses produtos, que custam cerca de metade do preço dos originais e suscitam grande aceitação pelos consumidores.
Conforme explicou, a prática da pirataria envolve outros crimes, como tráfico de drogas e de armas. Ele listou os portos de Rio Grande, Itajaí, Espírito Santo, Santos e Paranaguá como principais portas de entrada dos produtos chineses.Informou também que apenas 30% dos brasileiros não consomem produtos piratas e que os quase 70% que consomem estão distribuídos em todas as classes sociais.
O representante da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual, José Henrique Werner, falou no Seminário: "A tributação e a prática de pirataria no Brasil, promovido pela Comissão de Educação do Senado e transmitido ao vivo pela TV Senado.
*Com informações da Agência Senado.
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