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Coliseu Figueirense - Figueira da Foz 2009

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Uploaded by on Aug 9, 2009

Em 1895, um grupo de figueirenses aficcionados da festa brava resolveram fundar a companhia do Coliseu Figueirense - sociedade anónima com capital social de 10 contos de reis, subscrito em acções nominativas de 5 mil reis.
A escritura foi lavrada no dia 25 de Março 1895.
Os terrenos da praça, situados no sítio do Alto do Viso, então
freguesia de Buarcos, e pertenciam ao accionista Dr. João Pereira das Neves. Os terrenos foram cedidos por um período de trinta anos, contra o pagamento de 25 por cento dos lucros líquidos e o uso de camarote.

Iniciadas as obras, foi a praça inaugurada no dia 25 de Agosto do mesmo ano, com duas grandiosas corridas de touros: uma no domingo, dia 25, e outra na segunda- feira, dia 26. Como se pode ver no programa, foram lidados, em cada tarde, oito touros das ganadarias de Faustino da Gama e Vitorino Froes.
Abrilhantaram as corridas as Filarmónicas Figueirense e 10 de Agosto que
executaram várias peças e um hino composto expressamente para a inauguração da praça.

Verificou-se, entretanto, que o capital realizado de dez contos de reis foi
insuficiente para pagar o custo total das obras, pelo que a Direcção, em 26 de Outubro de esse ano, resolveu pedir um empréstimo à Casa Mendes & Irmão, comanditários na importância de 4 contos de reis, ao juro de 4 por cento, para liquidação dos compromissos assumidos.

Até 1899 foi a praça explorada directamente pela Companhia do Coliseu Figueirense, mas em 1 de Janeiro de 1899 foi decidido conceber a exploração a João Cipriano Rodrigues Batalha, de Lisboa, durante o triénio de 1899 1901.

Em 15 de Fevereiro de 1899, a Direcção resolveu organizar os seguintes melhoramentos no edifício do Coliseu:
construção de novas cocheiras e camarins, convenientemente agasalhados e cobertos;
divisão dos bares, fazendo-se um novo na sombra;
construção de uma enfermaria, com conveniente luz e mobília.

Mais tarde, em 5 de Fevereiro de 1900, mandou a Direcção proceder à
construção de muro de suporte do lado poente dos terrenos do Coliseu. Em 20 de Julho de 1901 e acedendo a uma reclamação do arrendatário da praça efectuaram-se reparações na arena.

Terminado o prazo de arrendamento, resolveu a Direcção, nesse ano de 1902, explorar a praça por conta própria.

Em Março de 1902 mais precisamente no dia 3 desse mês, reuniu a Direcção do Coliseu Figuerirense com proprietário dos terrenos onde estava edificada a Praça de Touros, para tratar da compra dos mesmos. O negócio concretizou-se e o terreno passou para a posse da Companhia.

Em 1909, o administrador do Concelho, informado pelo comandante dos Bombeiros Municipais do mau estado de segurança do Coliseu Figueirense, intima a Direcção a proceder sem perda de tempo às necessárias concessões, sem as quais não se poderão realizar espectáculos públicos naquele espaço.

Porém, só na reunião de 15 de Fevereiro de 1911, é que a Direcção resolveu que fosse substituído por cantaria, alvenaria e tijolo, a parte da bancada do Coliseu compreendida entre a porta dos cavaleiros e o curro, sendo a obra feita por administração.

O pagamento desta empreitada foi demorado e, em 1919, ainda o empreiteiro e a Direcção discutiam sobre o pagamento da dívida. Desta data em diante, e até aos nossos dias, a conservação do Coliseu Figueirense foi sempre das principais preocupações das diferentes Direcções e raro era o ano em que não se fazem obras de beneficiação e conservação.
Em 1986 foi montada a instalação eléctrica, de invulgar qualidade, que muito veio beneficiar a praça. Ultimamente, procedeu-se ao arranjo da fachada principal, obra de assinalável vulto, que veio dignificar esteticamente todo este conjunto.

Actualmente são muitas as praças de touros existentes no país, sendo a da Figueira da Foz destacada nos primeiros lugares, representando assim a importância e o valor nos espectáculos de tauromaquia que apareceram no século XVII.

Com uma lotação de 6.200 lugares, possui uma bonita arquitectura e mantém as linhas originais da sua inauguração, estando em plena evidência a originalidade dos curros, sendo dos maiores dos país, com capacidade para 18 touros, e mostrando o seu funcionalismo tanto em relação à época da inauguração com em relação à actualidade.
Nos últimos anos, a administração do Coliseu Figueirense - Miguel Amaral, Fernando Jorge Silva e António Jorge Lé restaurou e preservou o edifício fazendo acontecer nele importantes espectáculos tauromáquicos.

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