Caminhada organizada pelo Centro Espírita AMOR FRATERNO UNIVERSAL pela estrada velha de Santos, Parque Ecológico da Serra do Mar.
Neste mês (novembro), fizemos uma caminhada muito interessante. Nos aventuramos pela Estrada Velha, no Parque Ecológico da Serra do Mar.
Tudo começou com um clima surreal. A neblina, um pouquinho de frio... e nesta
hora, sumindo entre a bruma, num ambiente quase mágico, eu me fiz uma pergunta
importante:
- Você tem 2 formas de fazer o caminho que se apresenta a sua frente.
A primeira é reclamando do tempo, apertar o
passo e chegar logo, focar grande parte da atenção em conversas paralelas e quase não tirar os olhos da próxima curva, da próxima curva, da próxima curva até chegar ao fim.
A segunda, começa com o controle da
respiração, provocando um silêncio interior, medir os passos/velocidade, olhar ao redor, aguçar os ouvidos, sentir o que aquele caminho tem a nos contar.
Optei pela segunda opção procurando romper
com a "matrix".
Infelizmente, grande parte da humanidade ainda realiza o caminho do "morro abaixo", esquecendo-se que o mundo espiritual verdadeiramente amigo, se manifesta
de forma sutil, delicada, porque é por aí que o "hálito/respiração" de Deus se faz
sentir de forma mais precisa, profunda, contundente.
O lugar por onde passamos tem uma história de milhões de anos a nos contar.
Sentimos suas origens geológicas intimamente ligadas com a formação das placas tectônicas e o desmembramento dos continentes deste planeta, um berçário
gigantesco de vida em plena formação. Percebemos espécies pré-históricas que por
ali passaram, fincaram suas raízes e foram extintas, ficando registradas apenas na
memória de Gaia*. Outras, como a samambaia-açú, ali, presente ao nosso lado, sussurrou nos nossos ouvidos que sua história é muito mais antiga que a do homem, contada, também, em milhões de anos.
Pelo caminho do mar, através de um silêncio respeitoso, pudemos compreender que lá há, ainda, a presença viva dos indígenas antigos, que descalços, imprimiam suas
orgulhosas pegadas naquela terra e, desta sensação, sentimos a tristeza nos rodear
com a chegada da "colonização" e o extermínio do equilíbrio indígena.
Encontramos, as valentes espécimes (tucano, bicho preguiça, samambaias-açú e etc e etc) que nos acolheram dentro de sua biodiversidade única, cada um com sua riqueza ímpar de vida, ensinando-nos a força da vida e a importância da tolerância.
Certa vez, um botânico disse que quando as
plantas manifestam flores, é sinal que elas estão amando. Lembro também as palavras de um amigo espiritual, que um dia disse que a consistência vibratória das flores muito se aproxima com a do plano espiritual.
O homem branco cruzou a Serra como uma
esperança, um raio de luz montado em tecnologia e foi recebido com flores e uma riqueza ainda inavaliável. Porém, por fim, nos deparamos com a invasão irracional da industrialização predatória, que num golpe violento, provocou e ainda provoca profunda sangria no coração da Terra e,conseqüentemente, no coração do próprio homem.
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Para saber mais sobre o caminho veja o site:
http://www.fphesp.org.br/caminhos
Lá vc encontrará todas as informações que precisa.
Fiz o trajeto no dia 15/11/2007, mesmo com chuva e 50 alunos, foi ótimo, recomendo... abraços, parabéns pelo vídeo. Prof. Edgar
edgarbranco 4 years ago
Prof. Edgar, obrigado pelo comentário ao vídeo. Porém, nós é que o parabenizamos pela bela iniciativa de levar seus alunos por este caminho. Abraços - Marcelo - Cebafu.
Cebafu 4 years ago
Amei esse vídeo e o texto ao lado.
Parabéns!!!
Sempre pensei em fazer esse caminho, mas sempre falta alguma coisa pra tomar coragem e ir adiante.
Luciane
nicaluk 4 years ago
Obrigado pelas palavras Luciane. Elas nos ajudam a continuar fazendo este trabalho - Esperamos que vc tenha recebido nosso e-mail sobre como obter informações sobre parque e que vc possa desfrutar deste belíssimo passeio.
Cebafu 4 years ago