https://www.facebook.com/prognotfrog O Som Imaginário foi uma das mais importantes bandas do cenário musical brasileiro da década de 70 e ficou conhecida não só por ser o núcleo que acompanhava Milton Nascimento em seus shows e travessias pelo Brasil, como também por abrigar o músico Wagner Tiso antes de sua bem sucedida carreira solo. Dominado por músicos mineiros e cariocas, o grupo foi formado no Rio de Janeiro em 1970 e teve curta duração, gravando apenas 3 discos: Som Imaginário (1970), Som Imaginário ou A Nova Estrela (1971) e Matança do Porco (1973), todos lançados pela gravadora Odeon.
Enquanto permaneceu na ativa, a trupe esteve ao lado não só de Milton -- estreando o show "Milton Nascimento... Ah! E o Som Imaginário" em 1970 e participando de discos importantes como Milton (1970), Milagre dos Peixes (1973), Milagre dos Peixes ao vivo (1974) e o histórico Clube da Esquina (1972) -- mas também como banda de apoio em álbuns e shows de Gal Costa, Taiguara, Sueli Costa e Carlinhos Vergueiro, entre outros.
Em sua rápida trajetória, a banda alterou continuadamente seu line-up, mas sempre contou com grandes instrumentistas. Além de Wagner Tiso, passaram pelas fileiras do Som Imaginário nomes como Zé Rodrix, Tavito, Laudir de Oliveira, Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Naná Vasconcelos e Marco Antônio Araújo. Alguns dos seus integrantes, como o baixista Luiz Alves, já tocavam com Tiso na noite carioca. Outros membros essenciais como o batera Robertinho Silva e o guitarrista Frederyko, o Fredera, vieram do combo Impacto 8 do trombonista Raul de Souza, que fazia uma mescla de jazz, soul, funk e samba.
Os dois primeiros álbuns do Som Imaginário seguem uma linha mais próxima do rock psicodélico, mostrando uma estética sonora pra lá de libertária. Nota-se também influências de música pop e Beatles, naturalmente. O Matança do Porco já é mais direcionado ao rock progressivo, ao erudito e ao jazz. Simplesmente um marco da música instrumental brasileira. Sintonize a frequência desta turma anárquica e faça boa viagem...
O homônimo disco de estréia do Som Imaginário bebia da fonte do rock psicodélico, mas pinçava elementos do rock progressivo, folk e MPB, mostrando um bom-humor nas letras e total criatividade nos arranjos. Uma estrutura sonora incrementada com guitarras wah-wah, órgão sessentista, percussão matadora e o vocal de Zé Rodrix aparecendo na maior parte das músicas. O poderoso agrupamento era uma verdadeira academia da imaginação sonora: Wagner Tiso (piano e órgão), Tavito (violão), Luiz Alves (baixo), Robertinho Silva (bateria), Frederyko (guitarra), Naná Vasconcelos (percussão) e Zé Rodrix (órgão, percussão, voz e flautas).
O elepê abre com a faixa "Morse", um tema com riffs marcantes e a latinidade característica de Rodrix em ação. "Super God" sugere um ritmo flamenco, mas descamba mesmo pra lisergia pura, com vocal distorcido, guitarras ácidas e experimentos sonoros. "Tema dos Deuses", de Milton Nascimento, tem participação do próprio nos vocais, num vôo mais progressivo, com breve escala no Clube da Esquina. Altas doses psicodélicas e climão paz e amor nas faixas "Make Believe Waltz", "Sábado" e na anárquica "Nepal"... hipongas pacas. http://sinistersaladmusikal.wordpress.com/category/som-imaginario/
Isabel.. há tempos eu queria oUvir e oUver isso.
Amo seu som amiga, progressista e psicodelica. Uma constelação de estrelas, porque 5 é pouco!!!
Maga-Lee :-))
magaleecraveiro 1 year ago
@magaleecraveiro
ah, Magalinda!
que bom que você curte meus videos ;)
você tem o dom de levantar o astral com tuas palavras...
muito obrigada!
isabel :o)
isabelbc 1 year ago
A tempos estava procurando essa música, COM ESSA QUALIDADE. Brasil já teve rock progressivo! Obrigado isabelbc por postar essa música!
hcarpediem2007 1 year ago
@hcarpediem2007
;)
isabelbc 1 year ago