Alert icon
We're changing our privacy policy. This stuff matters.  Learn more  Dismiss

Leny Eversong: Jezebel (Shanklin)

Loading...

Sign in or sign up now!
11,113
Loading...
Alert icon
Sign in or sign up now!
Alert icon

Uploaded by on Apr 25, 2009

Jezebel, de Shanklin, foi um dos maiores sucessos de Leny Eversong (01/09/1920-29/04/1984). Várias gravações de Jezebel foram feitas pelo mundo afora, com destaque para Frankie Laine e Edith Piaf, assim como o grupo Hermans Hermits, dos anos 60, entre outras. A artista, que fez sucesso no exterior, nasceu na cidade paulista de Santos, e ficou famosa pela sua potente voz e por cantar em vários idiomas. De acordo com o site Geocities, Hilda Campos Soares da Silva, seu nome de batismo, começou sua carreira aos 12 anos, quando se apresentou no programa Hora Infantil, da Rádio Clube de Santos, SP. Seu forte, desde então, eram as interpretações para os foxes estrangeiros.

Transferiu-se em 1935 para a Rádio Atlântica, também em Santos. Nessa ocasião, adotou seu nome artístico, e passou a cantar apenas em inglês. Decorava as letras com sua pronúncia perfeita, mesmo não falando o idioma. Em 1936, foi para o Rio de Janeiro, onde fez uma temporada de três meses na Rádio Tupi. Em 1937, assinou contrato com a boate Night and Day, casa noturna inaugurada no último andar do Edifício Martinelli, em São Paulo. Participou de inúmeros programas de rádio em São Paulo, principalmente nas Rádios Bandeirantes e Cultura.

Gravou seu primeiro disco em 1942, interpretando os estribilhos do fox "Tropical magic", "The nango" e "When I love, I love!" e a rumba "Week-end in Havana", com a Orquestra Colúmbia dirigida pelo maestro Totó, da qual era crooner. Um ano depois, gravou o fox "Tangerine" e o samba "Carioquinha", entre outras músicas com a mesma orquestra. No mesmo ano, gravou seu primeiro disco solo, interpretando o fox-canção "Besame mucho", de Velasquez e o bolero "Por mi culpa", de Cesar Siqueira.

Gravou em 1944 seu segundo disco solo, interpretando o fox-trot "Stormy weather" e o fox "I can't give you anything but love". Em 1945, transferindo-se da Rádio Tupi, passou por duas rádios paulistas: a Excelsior e depois a Nacional. Em 1948, fez temporada na Argentina, apresentando-se como uma cantora americana. Na década de 1950, a cantora voltou a interpretar músicas brasileiras. Em 1952 gravou a marcha "Pode ir em paz", de Adoniran Barbosa e Hervê Cordovil e o samba "Volta por Deus!", de Mário Vieira e Conde.

No mesmo ano, gravou um de seus grandes sucessos, o fox-trot "Jezebel", de Shanklin. No mesmo disco, que contou com o acompanhamento de Poly e Seu Conjunto, gravou com Cauby Peixoto o fox-trot "Blue guitar", de Leyghton e C. Red Sorther. Em 1953 gravou o samba "Confissão", de Mário Vieira e o choro baião "Solidão", de Aldo Cabral e Ataulfo Alves. No mesmo ano, assinou contrato com a gravadora Copacabana, onde estreou gravando o samba canção "E ele não vem", de Hervé Cordovil, e a valsa "Roda, roda, roda", de Jair Gonçalves.

Nessa época, gravou o LP "Leny Eversong em foco", que trazia vários sucessos: "Granada", de Agustín Lara, e "Nunca", de Lupicínio Rodrigues. Em 1958, fez apresentação no Olympia de Paris, França. Lá, recebeu de um comentarista francês o slogan "A Voz do Amazonas". No mesmo ano, gravou com Roberto Audi, na Copacabana a toada "Geada", de David Nasser e Armando Cavalcânti e o fox "No azul pintado de azul", uma versão de David Nasser. Em seguida, foi contratada pela RGE, estreando com o rock balada "Sereno", de Aloísio Teixeira de Carvalho e a canção "Esmagando rosas", de Alcir Pires Vermelho e David Nasser. Em 1960, apresentou-se em Las Vegas, EUA, permanecendo em cartaz por dois anos. Nos Estados Unidos, chegou a gravar o LP "Leny Eversong na América do Norte", acompanhada pela Orquestra de Neal Hefti.

Por essa época, foi uma das pioneiras do rock no Brasil, gravando em 1960, os rocks "Carina", de Paes e Testa, com versão de Bruno Marnet e "Sabor a mi", de Alvaro Carrilho. Em 1963, gravou pela Copacabana o LP "Ritmo fascinante nº 1". Participou, em 1964, do filme "Santo Módico", de Robert Mazoyer. No mesmo ano, lançou pela RGE o LP "A internacional Leny Eversong", que trazia as músicas "Esmagando rosas", de Alcir Pires Vermelho e David Nasser, e "Stormy Weather", de Arlen e Koehler. Ainda em 1964, participou da montagem da "Ópera dos três vinténs", de Berthold Brecht, em São Paulo.

Participou também de alguns festivais da canção. Ainda na década de 1960, registrou em LP um show ao vivo, na extinta Boate Drink, ao lado de Cauby Peixoto. Em 1970, fez show no Canecão, Rio de Janeiro. Passou por sérios problemas pessoais e de saúde a partir do início dos anos de 1970, ocasião em que seu marido saiu para comprar cigarros e nunca mais voltou. A cantora, a partir de então, ficou deprimida e foi aos poucos perdendo a saúde. Em 1983, ainda fez uma participação no programa televisivo "Show Sem Limite", de J. Silvestre. Vítima de diabetes, antes de falecer aos 64 anos, chegou a ter as duas pernas amputadas.

Category:

Music

Tags:

License:

Standard YouTube License

  • likes, 1 dislikes

Link to this comment:

Share to:

Uploader Comments (FFukushima)

  • Thank you for comment. I knew she had in the program, but unfortunately I did not see the video of the Ed Sullivan Show. A pity it was removed.

    In fact, it was a great singer who, in Brazil, where she was born, is not properly recognized.

see all

All Comments (9)

Sign In or Sign Up now to post a comment!
  • I WAS LUCK TO TALK WITH HER IN GUARUJÁ  CITY WHERE SHE LIVED AND I CAN TELL HOW SWEET SHE WAS.. A GREAT LADY, LOVELY LENY.

  • Cantava muito!!!!!***** stars for Leny Eversong

  • oh my god... Leny's voice...gives chills it is sooooooooo beautiful and strong... and colorful... with so many tonalities... The song is wonderful and in Leny's voice is realy beautiful...

    thx for the upload, Fukushima...

  • I don't think many singers can sing this song it takes a really strong voice. No one can top Frankie Laine with this song, but she comes close. Thanks for posting.

  • Pois é ... concordo com você. Um grande talento, mas desconhecido da grande maioria dos brasileiros, que nem sempre admiram extensão vocal como o dela. Eu infelizmente não a conheci pessoalmente. Foi um privilégio seu. Mas é bom saber que se tratava de uma doce pessoa.

    Obrigado pelo comentário.

    Abração

    Chico

  • E meus parabéns pelo cuidado em incluir a biografia de tão grande artista brasileira a quem o Brasil também deve as merecidas homenagens. Outro super abraço!

  • I actually prefer Eversong's rendition of Jezebel to Edith Piaf's. Eversong is so comfortable singing that big final "Jezeb-e-e-el" that she can add an intentional growl in her voice. Great stuff!

Loading...
0 / 00Unsaved Playlist Return to active list
    1. Your queue is empty. Add videos to your queue using this button:
      or sign in to load a different list.
    Loading...Loading...Saving...
    • Clear all videos from this list
    • Learn more