Poema de Florbela Espanca (1894-1930) | Encomenda da Câmara Municipal de Matosinhos | Soprano: Angélica Neto | Piano: João Lucena e Vale | Fórum Eugénio de Almeida, Évora, 3.iii.2007, num concerto monográfico
Belissimos acordes e uma Florbela proferida quase que numa tragédia grega e apelando sem dúvida a não deixarmos acontecerem tantas dramas de incomunicabilidade...
Belissimos acordes e uma Florbela proferida quase que numa tragédia grega e apelando sem dúvida a não deixarmos acontecerem tantas dramas de incomunicabilidade...
petrustella 2 years ago
Eu...(Florbela Espanca | 1894-1930)
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...
Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
paradisigloria 3 years ago
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!
paradisigloria 3 years ago