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Ana Maria B e a atriz Gabriela Duarte - Parte 1 Leia abaixo materia

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Uploaded by on Aug 7, 2010

O sexo está perdendo terreno na vida das mulheres. Elas preferem se dedicar à tese do mestrado, à carreira, aos filhos, à compra do apartamento, às viagens... Isso é bom ou saímos perdendo com a troca? Segundo Faisal. a mulher ampliou O leque de escolhas, e isso implica ganhos e perdas. Com a ênfase no trabalho, o que se perdeu foi a chance de uma vida sexual mais plena. Muitos desses embates aparecem no livro Segredos de Mulher (ed. Atheneu). escrito por Faisal em parceria com o psicanalista Rubens Marcelo Volich, que põe mais lenha na discussão: "Todos esses álibis que a mulher cita para colocar o sexo em segundo plano - trabalho, estudo, Família -- PODEM ser só uma desculpa para fugir da relação sexual". Volich vê essa fuga de intimidade como um reflexo do individualismo do século 21. "Ho je. existe uma enorme dificuldade de entrar em contato com o outro. As pessoas estão voltadas para elas mesmas. Não raro. quando o sexo acontece, visa ao pra¬zer indivilual. e não ã troca. Penso que o desinteresse sexual, seja deles ou dela.--é sintoma disso. No caso da mulher, o foco que ela põe na carreira mostra que " esta mais preocupada em progredir individualmente do que em investir no crescimento de uma relação. ( como se crescimento de relação fosse só sexo ) " terminar a sexualidade feminina, motivo pelo qual aos 50 anos algumas mulheres estão com a libido em alta e outras perdem o apetite sexual", explica Faisal.
MARISA ADÁN As novas leis da libido - Milena*. engenheira de São Paulo, perdeu o gosto pelo sexo. "Desde que as crianças nasceram, simplesmente deixei de dar atenção a isso", diz. "Hoje, quando transo com meu marido, é por iniciativa dele. Tento tomar a frente de vez em quando para que ele não perceba meu desinteresse, mas confesso que não é fácil para mim." Ela aponta várias razões para a falta de desejo. "Tenho duas filhas pequenas, com 5 e 3 anos. Ando muito ocupada com a família e também com o meu MBA. 0 pior é que acabou a atração. Não sei. talvez seja por causa da rotina. mas a antiga conexão com meu parceiro se perdeu." 0 esfriamento na cama não é um fenómeno de mulher casada. 0 sexo também ficou no fim da lista de interesses de Marina Tulha. 28 anos. solteira. Psicòloga, de São Paulo. "Minha prioridade foi a estabilidade financeira. Foquei no trabalho. Não deixei de me divertir, mas construir um relacionamento não estava nos meus planos", afirma. Apartamento comprado, segurança garantida, ela confessa que não sabe muito bem como prosseguir. "Agora que esta tudo pronto, eu me sinto um pouco estranha e me pergunto o que fazer. Penso em me envolver com alguém, mas não estou indo atrás." É um fato: as mulheres es¬tão fazendo menos sexo. As razões para esse apagão va¬riam muito, pois dependem de quanto elas gostam de sexo, do momento de vida. se têm um parceiro estimu¬lante ou estão dispostas a procurar por ele etc. ( me parece que a mulher foi criada sim para ser mãe, esposa, amiga, pois se olharmos a vagina, lá o clitoris fica distante da area de penetração, isso ja é uma evidencia de que o prazer sexual anda distande dela ) Seja qual for o motivo, a frequência sexual feminina diminuiu em todas as faixas etárias, dos 20 aos 60 anos. Segundo a psiquiatra Carmita Abdo. as mulheres têm hoje em média três relações sexuais semanais no passado chegaram a cinco, seis relações por semana. Carmita. coordenadora de pesquisas do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Fmusp, acredita que, nas décadas de 1980 e 1990, a sexualidade foi supervalorizada. "'Hoje. outros setores ganharam relevância: a carreira, a preocupação com o próprio bem-estar, o cuidado com as crianças. Isso faz com que exista uma redistribuição da energia", diz a médica. Ela não considera que a libido feminina diminuiu, e sim que se adaptou aos novos tempos. Nem todos afirma o ginecologista Alexandre Faisal Cury, de São Paulo. Ele explica melhor: "Para usufruir do seu desenvolvimento pessoal, ela é obrigada a fazer escolhas, o que gera dilemas. Aos 20 anos. quando está no auge. bonita, com toda a chance de encontrar um parceiro, prefere não criar vínculos porque tem ambições profissionais. Aos 30. já instalada no mercado, prioriza a carreira. Por volta de 35, 40. descobre que não há mais tantos homens disponíveis. Daí vem o conflito: ela não sabe mais como exercer a sexualida¬de e acaba se frustrando

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