VALEU, JEC!
O primeiro turno do Estadual só poderia ter terminado aos 50 minutos do 2º tempo, num jogo emocionante entre o melhor do interior e o bambambã da Capital. E com um script em que as boas jogadas fluíram na mesma proporção de alguns lances perdidos por pura ansiedade deste ou daquele atacante. O Joinville, com a vantagem do empate, tomou as primeiras iniciativas, mas abusou do expediente das bolas aéreas (facilitando o trabalho dos zagueiros). E o Avaí só conseguia chegar ao ataque com bolas esticadas ou pelas laterais, mas nem Robinho e muito menos Leonardo, este de apagada atuação, conseguiam produzir um lance mais agudo. Logo, o 0 a 0 do primeiro tempo premiou apenas o espírito de luta das equipes, embora, tática e tecnicamente, o jogo tenha sido levemente superior.
Emoções
Bola correndo no segundo tempo, deu para notar que o Avaí assumiu uma postura mais ofensiva. E fez 1 a 0, numa jogada bem articulada pelo lateral Patrick. Embarafustou-se pela área, cortou César Prates, que ficou pregado tamanha precisão do drible, e bateu de pé esquerdo. Àquela hora, 10 do segundo tempo, o filme que passou pela cabeça de muita gente na Arena era o que se repetira em outros jogos: o Avaí fizera o gol e cozinharia o título em banho-maria. O JEC meio que se descompôs pelos nervos nos minutos seguintes e, confuso na defesa, por pouco não levou um segundo gol, desperdi-çado por Leonardo.
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A chuva caiu, Ramírez foi mudando o time (mexendo nos seus três compartimentos) e o JEC, ainda que vivesse só do expediente das bolas aéreas, acabou chegando ao empate aos 49 do segundo tempo num lance que mudou a história do clássico. Jogo acabando, 30 segundos antes, o Avaí teve chance clara no ataque e a desperdiçou. No contra-ataque, aconteceu algo que vai além dos sortilégios: enquanto Lima abria os braços para reclamar de um pênalti, o defensor do Avaí, em vez de cabecear ou chutar para a lateral do campo, devolveu a bola para a entrada da grande área. Não deu outra: Ricardinho arriscou o chute de primeira e colocou-a longe do alcance do goleiro. Meio time do Avaí fungou no pescoço do árbitro José Acácio da Rocha, mas não havia como anular o gol. Lance legal. E o JEC, merecidamente, já está na decisão do Estadual de 2010.
Vogelsanger-Nereu
A melhor imagem da grande conquista do JEC, na Arena, foi a que a televisão mostrou ao final da partida: o presidente Márcio Vogelsanger correndo com os braços erguidos, segurou Ramírez e beijou-lhe, como quem dissesse: Obrigado, vencemos a primeira etapa! A seguir, chegou Nereu Martinelli, dando tapas no próximo rosto, e abraçou o gringo (a escolha do treinador e do grupo de trabalho é dele) e lhe cobriu de afagos. Tinha de ser assim: adrenalina alta, jogo tenso e um final pra lá de emocionante. O bom do campeonato é que os resultados provaram que não há time imbatível, nem mesmo o Avaí.
Texto: Coluna Informal - Maceió
Crédito: Jornal A Notícia - 22/02/2010.
''num jogo emocionante entre o melhor do interior e o bambambã da Capital'' só lembrando que Joinville, a 'cidade do interior' é maior, bem maior que a capital o/
theonlyrafael 2 years ago
@theonlyrafael Eu apenas reproduzi o texto da coluna do Maceió, de A Notícia. Ah, e dei os créditos.
Falo!
Heliocentrismo 2 years ago