A Igreja Católica na África constitui também a presença cristã no norte do continente. Pastor de uma comunidade de cerca de 25 mil almas, o arcebispo de Rabat, no Marrocos, destaca a importância da Igreja em um país cuja população é formada por 98% de muçulmanos. Esta vontade de testemunho, em um país onde o proselitismo é proibido, é compartilhada pelas comunidades cristãs tradicionais, mas provoca dificuldades nos relacionamentos com as comunidades evangélicas.Apesar disso, a Igreja Católica goza no Marrocos de um estatuto particularmente favorável: suas instituições caritativas têm, de fato, plena liberdade de movimento. E é isso que permite a Dom Vincent Landel ocupar-se dos migrantes da sua diocese, em colaboração com a Caritas local. Todavia, o presidente da Conferência Episcopal Regional no norte da África intervém igualmente na Europa e na região para tentar encontrar uma solução ao problema dos migrantes.Sottopancia: Dom Vincent Landel, arcebispo de Rabat (Marrocos)Edificar a Igreja significa testemunhar alguém que se quer seguir. Significa testemunhar o amor que foi doado a todos os homens e que acolhe todas as vidas, de todas as culturas e religiões.O nosso papel aqui é fundamental e consiste em manifestar com a nossa vida que existe um Deus que ama todos os homens.Não conseguimos nos encontrar porque não temos absolutamente as mesmas perspectivas. Para resolver isso, seria necessário o batismo, enquanto o que tentamos fazer é viver. E então, as dificuldades que encontramos estão no fato, por exemplo, que para um muçulmano lambda é completamente indiferente que um cristão seja protestante, ortodoxo, batista, evangélico ou católico.O raciocínio que fazemos é este: 'que razões podemos oferecer a todas essas pessoas que fogem para que permaneçam?'. E, além disso, o que podemos fazer para ajudá-las a se conscientizarem deste fato e permitir-lhes que prossigam e cresçam sem cair no desespero.
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