Letra: Carlos Castelo.
Música: Luis Couto.
Arranjos: Gustavo Santana e Marcelo Dino.
Voz: Bal Santana.
A sala de espera é do povo
Como o céu já foi do avião
O céu já foi do avião...
Em São Paulo, Congonhas
Só quem voa é cegonha
Lá no de Rio Branco
Avião só no tranco
A pista de Brasília
Mais parece uma trilha
No Eduardo Gomes
Acabaram-se os comes
O Santa Genoveva
É o caos e a treva
No Zumbi dos Palmares
Não tem nada nos ares
Já o Pinto Martins
Tá pior que o Confins
E o Confins, confirmado
Tá parado, parado
Não se ouve um motor
Lá no de Salvador
No Marechal Rondon
Só comendo bombom
Embarque em Campo Grande
Paciência de Gandhi
E do Aguiar Salles
Por favor, nem me fales
No de Aracaju
Tá o maior sururu
E check-in demorado
É no Cunha Machado
A sala de espera é do povo
como o céu já foi do avião
o céu já foi do avião...
Diz que no Castro Pinto
Ninguém aperta o cinto
Júlio Cesar, Belém
Vôo na hora não tem
Ai, o Afonso Pena
Tá da gota serena
Gilberto Freyre então
Não tem mais solução
No Petrônio Portella
Já botaram cancela
Tom Jobim tão dizendo
Que só vai se benzendo
No Augusto Severo
No saguão eu te espero
Pista de Belém Novo
Tá vazia, meu povo
Dá a maior canseira
Ir ao Jorge Teixeira
Foi no de Boa Vista
Que invadiram a pista
Vôo no Hercílio Luz
Nem pedindo a Jesus
Sabe o Franco Montoro?
Tá comendo o couro
Viracopos, Campinas
só vôo pras Filipinas
No de Palmas, meu nêgo
Ninguém mais tem sossego
Mandou benzaço, Bal. Já viraste a voz do caos aéreo, rapaz. Abraço.
Castelorama 4 years ago