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Augustinha no Sambódromo de Hamburgo

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Uploaded by on Sep 23, 2010

Augustinha Reis , agora também com o sobrenome Hampel,
chegou na Alemanha nos finais dos 50.
Vinha numa tropa de artistas negros brasileiros comandados por pelo judeu Askanasi, à frente do Musical Brasiliana.
Boa parte do grupo que incluiam pessoas famosas ainda hoje. como o ator e diretor de televisão Haroldo Costa, havia sido lançada no Teatro Experimental do Negro, fundado pelo emérito Senador Abdias Nascimento e que Augustinha fazia parte desde o seu primeiro momento.
Foi um momento feliz de sua vida quando surgiu a "Brasiliana", me conta Augustinha, pois já estava se preparando para ingressar nos shows de variedades de "Carlos Machado" no antigo Cassino da Urca:
"Andar com aquela negrada linda toda, e ainda por cima viajar pelo mundo acompanhada de minha mãe a Maria Bahiana, que ficou responsável pela alimentação da trupe, foi uma chance que eu não podia perder, a negra que sou hoje devo muito ao Askanasy e sua visão de mundo. Imagina que idéia, vir parar numa terra que diziam detestar negros e judeus! Eu era muito criança, só hoje é que sei eu andava pisando..." , r i Augustinha ao me contar esta história.
Hoje Augustinha Reis, é mãe de um jovem advogado, filho de um grande e longo amor que durou até a sua morte, do príncipe encantado que encontrou nas terras germânicas e com aprovação da mãe, se casou e cá ficou, como contam as lendas reais da vida.
De Buenos Aires para onde fez sua primeirta viagem com certidão falsa por ser de menor até Paris, Augustinha percorreu meio mundo e chegou na Alemanha onde encantou o público em todas as cidades com suas "piruetes" e voz de soprano. Era a Callas negra estampada nas manchetes de jornais alemãos, que afagava um povo sedento que ia aos teatros passando por escombros de prédios e de almas.
2010. O Grupo de Mulheres Brasileiras "Sambahianas" e a a Escola de Samba Alemã "Unidos de Hamburgo", tiveram a felicidade no percurso do desfile do I Festival de Teatro e Artistas de Rua de Hamburgo, de passarem pelo prédio onde Augustinha mora sózinha, mas sempre cuidada por brasileiros da cidade, e de repente, não mais que de repente como diria o poeta, a Rua dos Correios se transformou numa pista do Sambódromo do Rio de Janeiro. Portas bandeiras e mestre-salas alemães, cabrochas dinamarquesas e coreanas, bahianas da Turquia, e cuiqueiros de Hamburgo, juntos com cavaquinhos de brasileiros de Paris, agogôs nas mãos de brasileiras de Paris, e a frente o puxador de samba nota dez Amirú Sabiá, reverenciaram expontaneamente a rainha da alegria de Hamburgo, Augustinha Reis Hampel, a mãe de nós todos, não só dos brasileiros"
Axé Augustinha

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News & Politics

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